quarta-feira, 23 de maio de 2018

O lado mais otimista de Brandon Boyd


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O lado mais otimista de Brandon Boyd

Fomos à exposição do líder do Incubus e conversamos com ele sobre seu trabalho como pintor.



Tive a chance de conhecer há algumas semanas meu artista favorito de todos os tempos, Brandon Boyd, compositor e vocalista da banda californiana de rock alternativo Incubus, que agora passa por uma fase artística que ele manteve escondida por muito tempo: pinturas, que se manifestam como um sinal de amor e gratidão para com a vida.

Sou fã do Incubus desde o lançamento do ‘Morning View’, em 2001. Cresci com sua música desde que estava no colegial. Havia muita influência gringa na minha cidade natal Chihuahua (México), porque no rádio havia um boom de rock alternativo e rock and roll. Incubus, Audioslave, Red Hot Chili Peppers, Creed, Staind e Lifehouse, era o que se ouvia.

Quando eu tinha 14 anos, viajei para o Alasca durante um verão e, em um shopping bem rústico comprei o ‘Morning View’. Eu lembro que enquanto minha tia diria uma van velha, ouvíamos o disco no meio daquela imensa paisagem. Foi como fazer um tour pelo estilo de vida hippie, acompanhada pela música californiana do Incubus no meio das montanhas, do mar e da floresta. Foi um momento nômade que mudou meus planos.

Quando vi essa nova fase do Brandon, suas primeiras exposições foram na Califórnia, pensei "queria estar lá". Durante todos esses anos, minha maior aspiração em relação a ele era apenas conhecê-lo e entrevistá-lo porque, embora eu tenha tido a sorte de estar na primeira fila em seus shows, poder ver sua arte de perto é outra coisa.

Alguns dias atrás, apareceu uma sugestão de eventos nas minhas redes sociais, onde anunciavam que Brandon Boyd estaria no dia 12 de maio na abertura de sua exposição 'Optimystic' na galeria Sammuel Lynne em Dallas, Texas.



Imediatamente enviei um e-mail solicitando uma entrevista, me apresentei como jornalista do México, e eles retornaram em questão de uma hora. Eu teria um encontro com Brandon Boyd naquele sábado às 13h30 da tarde, antes da abertura de sua exposição.

Ainda não era a quinzena, então pedi dinheiro antecipado e imediatamente comprei as passagens da Greyhound que me levaria até lá. Viajei numa noite de sexta-feira e conheci Meeche, um afro-americano de Los Angeles que estava a caminho de Dellaware para visitar um amigo. Nossa insônia foi conveniente porque ficamos falando sobre armadilhas e como a Califórnia é maravilhosa. Em todas as paradas em que o motorista passou, fumamos Newport mentolado.

Quando cheguei ao meu destino, fui direto para um banheiro público. Tomei banho e me arrumei o máximo que pude, cheguei ao museu e fui gentilmente recebida pelo artista J.D. Miller, o dono da galeria. Com o coração acelerado, vi que no fundo da sala estava Brandon, tranquilamente conversando com sua empresária Jen DiSisto.

Admito que em algum momento da viagem achei que poderia ficar desapontada quando o conhecesse, mas acabou sendo o contrário. Boyd é o oposto de um ‘divo’: é engraçado, humilde e simples. Eu conversei com ele por mais de meia hora e ele assinou seu livro com um "Gracias, Norma". Sim, ele escreveu o agradecimento em espanhol e me disse que sua comida preferida são tacos.

'Optimystic', é um jogo de palavras para fazer um lembrete sobre como a maioria das coisas é uma questão de percepção, e que a maneira como percebemos o mundo é um reflexo de nós mesmos. Daí a necessidade de introduzir um pouco de esperança e magia em nossas idéias. Um otimismo misturado com algo mais profundo.



Suas telas de tinta, aquarela e acrílico, trabalhadas em papel e retratos focados em figuras abstratas, mostram musas, silhuetas femininas e olhares profundos. Sua arte cria uma sensação mística, e seu trabalho pictórico parece inspirado pelo surrealismo e pela psicanálise, com linhas meticulosas e ao mesmo tempo caóticas.

Boyd não descarta a possibilidade de um dia mostrar sua arte visual no México, um país que ele diz amar pelo seu povo, por sua comida e por suas raízes em Chihuahua.

"Eu deveria ir para a Sierra (Tarahumara) em algum momento, meus bisavós maternos eram de Chihuahua, mas eles se mudaram para El Paso, Texas e finalmente para San Diego, onde minha mãe nasceu", diz ele com orgulho.

Ele também me disse que o talento foi herdado de sua mãe, que pintava e cantava quando ele era criança, e de seu pai, que nos anos 70 costumava ser modelo de calças da loja JcPenney, em comerciais de televisão. "Às vezes pinto o que ouço e vice-versa", diz ele.

"Eu fiz esse projeto como uma forma de expressão, porque com o passar do tempo aprendi a observar como me sinto. Isso me faz sentir esperançoso, muito otimista sobre como as coisas estão indo, porque nós experimentamos o mundo através de nossa percepção e isso pode ser facilmente fragmentado e influenciado”.

"Cem pessoas podem entrar nesta sala e ver o mesmo número de fotos nas paredes, algumas podem se afastar delas e talvez se sintam otimistas, tristes, inspiradas para formar uma banda ou ir comer um taco. A pessoa é o que importa nessa experiência", explicou.

Confira o resto da conversa que tive com Boyd abaixo.



Noisey: O que você dispensou leve ou dolorosamente para andar mais leve pela vida?

Brandon Boyd: Há vantagens e desvantagens nos caminhos que escolhi ao longo dos anos. Os aspectos positivos são óbvios, estou fazendo as coisas que eu amo fazer e que tem uma recompensa inerente. Eu gosto de usar o termo "andar com o vento e não contra ele". Eu sigo meus instintos e criatividade, é quase uma espécie de força invisível que ajuda a me empurrar, você recebe algum impulso. Existem alguns problemas de privacidade que afetam os seus amigos e familiares, eles podem sofrer enquanto você se move por essa estrada, onde você está.
Fiz 42 anos em fevereiro e às vezes sinto que tenho 19 anos, e de tempos em tempos sinto que tenho 150 anos, ou como se tivesse vivido sete vidas, mas de um ponto de vista positivo, sinto que ainda sou uma adolescente rabiscando no meu caderno de desenhos ou brincando com meu cachorro.

N: Os fãs amam você, você já parou para olhá-los nos olhos e encontrar algo desse outro lado que também o inquietasse?

BB: Foi uma experiência interessante mostrar essa arte. É diferente de um show porque você está animado num palco: o som explodindo, há luzes, fumaça e ilusão e todas essas coisas que são divertidas, mas também é um outro papel. Minhas exposições de arte tem trazido pessoas maravilhosas, e conversar e olhar nos olhos coloca as coisas em outra perspectiva e me leva para um estágio mais profundo, do que quando estou em um show e os fãs gritam para eu tirar minha camisa [risos].



N: O que acontece quando você cria uma obra e deixa a tinta secar?

BB: Eu nunca ouço minha música quando pinto. Isso seria estranho, como John Malcovich assistindo ‘Quero ser John Malcovich’. Antes de criar, eu pesquiso e vejo ideias para mim. Minha obra favorita é sempre a mais recente. O mais desafiador foi "A smile in a darkened room" (foto abaixo), em que uma língua espreita e quer alcançar uma porta psicodélica. Eu terminei há um mês, mas comecei há três anos. Guardei, não mexi mais e desisti 10 vezes, mas não aceitei pessoalmente. Foi muito desafiador. Há dias em que você flui, e outros em que você sente alguns pesos em seus braços, mas é parte do processo e é lindo mergulhar nessa coisa de ser bloqueado por sua própria criatividade. No final, a pintura falou por si mesma.


N: Finalmente, os fãs sempre querem saber sobre suas tatuagens.

BB:Eu sempre gostei delas. Quando era criança eu costumava ver livros sobre prisioneiros russos e elas pareciam maravilhosas para mim, embora as pessoas me dissessem que era apenas para as más pessoas. Mas elas me pareceram legais e pouco a pouco tenho meu corpo tatuado.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Brandon fala sobre Chris Cornell em tributo

Completando um ano da morte de Chris Cornell, o site Artist Waves publicou uma espécie de tributo, onde alguns músicos falaram um pouco dele, dentre eles, Brandon. Abaixo o trecho traduzido.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Sunshower: um Tributo a Chris Cornell 

Brandon Boyd:

Havia um pequeno punhado de bandas no início dos anos 90 que realmente alimentaram minha chama criativa. O Soundgarden estava no topo dessa lista de bandas que realmente me fez querer escrever e tocar música. Eu aprendi sobre eles com meu irmão mais velho, e até hoje a voz de Chris é um lembrança dessa faísca original!

Eu sou muito feliz pelo pouco de tempo que tive com ele, mais recentemente em turnê pela Austrália em 2015 ao lado do Faith No More. Mas provavelmente a minha lembrança mais carinhosa de Chris foi em 2003, quando o Audioslave e Incubus estavam juntos no Lollapalooza. Tivemos um dia de folga em alguma cidade litorânea da Costa Leste, e várias bandas estavam hospedadas no mesmo hotel. Eu lembro de estar meio intimidado pelos caras do Audioslave, porque era formado por membros de duas das minhas bandas favoritas; Soundgarden e Rage Against the Machine.
Mas Chris (assim como os outros caras; Tom, Brad e Tim) foi muito caloroso comigo e nós conversamos por um longo tempo enquanto estávamos sentados na areia, ambos vestindo nossos bronzeados de estúdio. Todo mundo foi nadar no mar em algum momento, e eu lembro de estar surfando de peito, ao lado de Chris, enquanto ele estava fazendo bodyboard. Foi um momento humanizador para mim com ele, porque ninguém, nem mesmo Chris Cornell, pode parecer legal sendo jogado na areia molhada pelas ondas. É uma lembrança gentil, mas que permanece comigo. Eu tenho uma fotografia de 35mm em algum lugar na minha casa, ele e eu sentados na areia juntos, e uma pré-boba prancha de bodyboard.

Experiência ao vivo favorita:

Eu vi o ‘Temple Of The Dog’ quando eu tinha 15 ou 16 anos em um dos Lollapaloozas originais aqui no sul da Califórnia. Essa foi a primeira vez que eu o ouvi cantar ao vivo. Lembro de ficar admirado com a voz dele, e com um leve espanto de como um homem podia cantar do jeito que ele cantava. Enquanto penso nisso, o Lollapalooza e suas permutações tiveram um impacto desproporcional em minhas experiências musicais. Tanto como um membro da platéia e como um artista. Obrigado Perry Farrell!

Música favorita:

Minha experiência favorita do Cornell, ainda é Superunknown do Soundgarden. É um dos meus discos favoritos de todos os tempos. Entrou na minha vida em um momento tão importante e formativo, e fui mudado para sempre por isso. Eu sei que é em parte e ou principalmente um sintoma de envelhecimento, mas eu realmente me sinto abençoado por ter 17 anos em 1994; a música estava em uma mudança incrível e meu cérebro adolescente/jovem adulto era uma esponja. Eu sinto que ainda estou filtrando a influência de tantas bandas e artistas importantes da época. Chris Cornell sendo um deles. Ele faz muita falta, mas estou muito agradecido por tê-lo conhecido, ainda que perifericamente.



quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista traduzida com Brandon sobre a exposição 'OptiMystic'

Entrevista traduzida do site Guide Live, sobre a exposição OptiMystic do Brandon em Dallas, Texas.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------




Confira a arte de Brandon Boyd do Incubus, agora em exibição em uma galeria de Dallas.


Os fãs de música podem conhecer Brandon Boyd como vocalista da banda americana de rock Incubus, cujos sucessos "Drive" e "Wish You Were Here" estavam em todos as rádios no início dos anos 2000. Hoje, Boyd ainda está fazendo música com a banda, que lançou seu oitavo álbum apropriadamente intitulado de ‘8' em 2017, mas ele também está perseguindo sua paixão pela arte.

Boyd tem rabiscado e esboçado desde que era criança. Você pode reconhecer seu trabalho no videoclipe da música "Drive", com animação de Boyd e seu companheiro de banda, o baterista Jose Pasillas, inspirados na litografia ‘Drawing Hands’ de M.C. Escher.




"Eu ampliei um pouco a escala", diz Boyd sobre seu salto de um desenhista de meio período para um artista em tempo integral. "E eu ainda rabisco também. Suponho que, tendo metade da vida inteira em fazer rabiscos, talvez tenha me dado permissão para rabiscar mais."

Em 2003, Boyd lançou ‘White Fluffy Clouds’, um livro de reflexões, poesias, letras, primeiros artigos de jornais, fotografias pessoais e desenhos. Ele seguiu com ‘From The Murks of Abyss Abyss’ (Volume 2) em 2007 e ‘So The Echo’ em 2013, volumes que demonstram seu imenso talento em meios artísticos, assim como a sua evolução como artista.

Boyd diz que lançar os livros é um "processo de limpeza da primavera".

"No início de 2002 e 2003, eu estava meio que enterrado em esboços e cadernos de esboços e não tinha feito muitas pinturas naquela época, mas [fiz] toneladas de anotações. Comecei a me sentir sobrecarregado com isso". ele diz. "Estava atravancando um pouco meu processo e queria eliminá-lo, literal e espiritualmente."



Compilar parte dessa arte "me ajudou a acostumar com o processo das pessoas olhando para o trabalho", diz ele. "Eu fiquei melhor nisso ao longo dos anos - fazendo isso e deixando ir."

Ao criar a arte de sua atual exposição, ‘OptiMystic’, Boyd deixou as aquarelas e tintas acrílicas falarem. Ele diz que selecionou as cores com base no seu humor e estado de espírito e deixou que derramasse sobre o papel ou tela. Os pigmentos que se misturassem e unissem intensamente formariam uma mancha ininteligível que Boyd traduzia para a existência, como ele diz, "olhando para o vazio". Assim que as cores revelassem seus segredos, ele começaria a desenhar linhas e figuras caóticas, porém serenas, com tinta sobre o croma.

Ele diz que percebeu algo "vislumbrando de volta" em seu trabalho.

"Eu sempre fui fascinado por pintar os olhos. Eu gosto de pintá-los não no cenário mais tradicional e tenho notado em muitos dos meus quadros, que muitos dos olhos estão obscurecidos ou fechados e os olhos estão abertos em outros lugares. Talvez está sugerindo um olhar para dentro."

Ao desenhar ou pintar figuras humanas, Boyd usou amigos como fontes de inspiração. Em seu trabalho "Allie Enveloped", Boyd fez um estudo sobre uma fotografia de um amigo. Outro trabalho começou como um esboço de dois amigos em um abraço íntimo.




A pintura é "um pouco como uma prática diária, suponho", diz ele. "Em outras palavras, é como uma meditação. Não há nenhum ponto específico para isso. Não há nenhuma razão real para que eu vá para o meu estúdio pintar, além de amar isso.”

O trabalho de Boyd estará visível na Samuel Lynne Galleries até 2 de junho de 2018. Dê uma olhada - ou apenas olhe para o vazio, você pode apenas encontrá-lo olhando de volta para você.








quarta-feira, 16 de maio de 2018

8 Tour - 2018 (Update)

Confira a lista oficial dos shows confirmados da '8 Tour' para 2018. Para mais informações sobre os locais e venda de ingressos, clique aqui. 

Acompanhe também fotos, videos, setlists e tudo sobre a turnê pela nossa página do facebook.

TOUR INTERNACIONAL

07/02 - Jacarta, Indonésia
09/02 - Singapura, Singapura
11/02 - Pune, India - VH1’s Supersonic Festival
13/02 - Kuala Lumpur, Malásia
15/02 - Chatuchak, Tailândia
17/02 - Manila, Filipinas
19/02 - Osaka, Japão
20/02 - Tóquio, Japão
24/02 - Pretória, África do Sul
28/02 - Cape Town, África do Sul
04/03 - Auckland, Nova Zelândia
07/03 - Christchurch, Nova Zelândia
09/03 - Melbourne, Austrália
10/03 - Sydney, Austrália
12/03 - Brisbane, Austrália
21/04 - Guadalajara, México - Roxy Festival
17/08 - Hasselt, Bélgica - Pukkelpop Festival
18/08 - Utrecht, Holanda
20/08 - Berlim, Alemanha
21/08 - Hamburgo, Alemanha
23/08 - Zurique, Suíça - Zürich Openair Festival
24/08 - Caminha, Portugal - Festival Vilar de Mouros
25/08 - Madri, Espanha
26/08 - Barcelona, Espanha
28/08 - Colônia, Alemanha
20/08 - Viena, Áustria
31/08 - Treviso, Itália - Home Festival
01/09 - Munique, Alemanha
02/09 - Paris, França
04/09 - Birmingham, Inglaterra
06/09 - Londres, Inglaterra
07/09 - Londres, Inglaterra (show extra)
08/09 - Manchester, Inglaterra
10/09 - Belfast, Irlanda
11/09 - Dublin, Irlanda

TOUR AMERICANA 

02/02 - Las Vegas - The Joint
03/02 - Las Vegas - The Joint
14/03 - Honolulu, Havaí
15/03 - Honolulu, Havaí
23/03 - El Paso, Texas - Speaking Rock
24/03 - Houston, Texas - In Bloom Festival
30/03 - Las Vegas - The Joint
31/03 - Las Vegas - The Joint
28/04 - Panama Beach City, Florida - Sandjam Music Festival
04/05 - West Palm Beach, Florida - SunFest
05/05 - Memphis, Tennessee - Beale Streat Music Festival 
06/05 - Concord, Carolina do Norte - Festival Carolina Rebellion
25/05 - Napa Valley, Califórnia - Festival BottleRock
31/05 - Grand Rapids, Michigan
01/06 - Columbus, Ohio
02/06 - Cincinnati, Ohio - Bunbury Music Festival
07/07 - Anchorage, Alaska
08/07 - Anchorage, Alaska
10/07 - Airway Heights, Washington
12/07 - Cadott, Wisconsin - Cadott Rock Fest (uma noite apenas)
13/07 - Milwaukee, Winscosin
14/07 - Sioux City - Iowa
10/08 - Waterloo, NY
11/08 - Hampton Beach, NH
12/08 - Silver Spring, MD - The Fillmore Silver Spring
14/08 - Richmond, VA
14-16/09 - Del Mar/San Diego, Califórnia - Kaaboo Festival (uma noite apenas)
29-30/09 - Asbury Park, Nova Jersey - Sea Hear Now Festival (uma noite apenas)
13/10 - San Bernardino, Califórnia - Glen Helen Amphitheater (com System of a Down e At The Drive In)
13-14/10 - Sacramento, Califórnia - Aftershock Festival




terça-feira, 24 de abril de 2018

Depoimento emocionado de Mike sobre o amigo Avicii (para Variety)

Na última sexta (20/04), morreu o DJ sueco Avicii, que como muitos sabem era amigo do Mike. Juntos compuseram o hit 'Wake me up' lançado em 2013. Durante o fim de semana, Mike conversou com a Variety e deu um depoimento emocionado sobre o amigo. Abaixo a matéria traduzida.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Avicii lembrado pelo co-compositor de "Wake Me Up", Mike Einziger: "Ele mudou minha vida"

O guitarrista do Incubus diz que ainda está processando a morte de seu amigo.




Como um dos co-compositores do hit de Avicii, “Wake Me Up”, o guitarrista do Incubus, Mike Einziger, conhecia muito bem o DJ sueco (nome verdadeiro: Tim Bergling), que morreu na sexta-feira por causas não reveladas. Einziger diz que há várias canções inéditas que eles escreveram juntos: "Eu espero que algum dia as pessoas possam ouvir porque, para mim, são algumas das minhas peças favoritas que eu já escrevi." Einziger (na foto acima com Avicii e Nile Rodgers) falou com a Variety durante o fim de semana e recordou emocionado sua amizade com Berglinger e seu trabalho em conjunto.

Eu conheci o Tim em 2012. Tínhamos amigos em comum, especificamente (o representante de Avicii A & R) Neil Jacobson, que o estava ajudando a escolher músicos para o álbum. Eu estava ciente de quem Tim era, mas eu não estava muito familiarizado com o seu trabalho. Eu conhecia "Levels" e eu sabia que ele era realmente um jovem garoto que produziu essa música incrível e era realmente difundida na cultura pop. Eu não queria escrever música eletrônica ou algo do tipo, mas quando ouvi que Tim queria se encontrar para falar sobre música, achei que seria uma ótima oportunidade para eu ampliar o que eu estava trabalhando. Eu pensei que seria interessante ver onde estava sua cabeça.

Quando nos reunimos pela primeira vez, não fizemos nenhuma música, apenas conversamos por algumas horas. E era realmente óbvio que deveríamos escrever algo juntos. Tim estava me dizendo que queria fazer música de uma forma muito mais orgânica e ele realmente queria utilizar instrumentação ao vivo, e queria usar suas influências folk como ponto de referência. Ele ouvia  realmente música boa.

Fizemos um plano para que ele fosse até minha casa e passássemos a noite escrevendo, então ele foi - e foi aí que “Wake Me Up” aconteceu. Levou apenas algumas horas. Foi como um toque de mágica, o que é inacreditável agora, especialmente olhando para trás: a primeira vez que nos sentamos para escrever música juntos, “Wake Me Up” aconteceu.

Eu lembro que Tim me enviou uma versão bruta da música às três horas da manhã - ele continuou trabalhando, editando e fazendo pequenas mudanças - e eu toquei a música bem alto na minha casa. Foi muito especial. Daquele ponto em diante, foi tipo uma onda: eu toquei guitarra e o ajudei em um monte de outras músicas do álbum, como "Hey, Brother" e "Addicted to You". Nós nos conhecemos mais através desse processo e então escrevemos várias outras músicas juntas durante esse tempo. Eu espero que algum dia as pessoas cheguem a essas músicas porque, para mim, elas são algumas das minhas peças favoritas que já escrevi.

Com o passar do tempo, mais e mais pessoas começaram a se conectar com a música. Tornou-se esta coisa que não só conectou com pessoas ao meu redor, conectou com crianças, avós e suas as crianças. Eu não sei nem dizer quantas pessoas me disseram que seus filhos cresceram ouvindo “Wake Me Up” - famílias inteiras. Para mim, essa é a coisa mais gratificante do mundo, trazer alegria assim para as casas das pessoas. Eu nunca teria visto isso se não fosse pelo Tim, e me sinto muito sortudo, e sortudo por ter trabalhado com ele.

Nós passamos muito tempo juntos escrevendo músicas, depois disso e eu o conheci mais pessoalmente, de uma maneira muito individual e privada. Nós compartilhamos muitas conversas íntimas e profundas sobre as coisas pelas quais passamos, os desafios que enfrentamos e as muitas pressões que acompanham o tipo de sucesso que ele teve. Eu queria que ele ainda estivesse aqui.

O que mais me lembro sobre ele, é sua curiosidade infantil quando se trata de música. Isso é uma coisa que vai embora quando você fica mais velho, é uma coisa muito difícil de manter em sua vida - não apenas com música, com qualquer coisa - e ele trouxe esse sentimento infantil de admiração e curiosidade para fora de mim, no processo de composição. Foi tudo novo para ele e isso me despertou, e sou muito grato por isso. É tão fácil ficar cansado e ele estava aberto. Havia uma inocência sobre ele, desse jeito, isso é meio difícil de colocar em palavras. Ele não tinha ego em nenhuma das músicas que fizemos; ele só queria a melhor música.

O senso de produção de Tim era tão monstruoso: ele realmente sabia como queria que cada pequena sílaba soasse. Seu nível de comprometimento, não importava quanto tempo demorasse, ele se sentaria lá e gravaria o trabalho várias vezes. Eu estaria tão cansado - iria para casa e ele ainda estava preso em uma sílaba.

A última vez que o vi (foi há dois ou três meses). O Incubus tinha acabado uma turnê na Ásia, Austrália e África do Sul, e bem antes de sair eu estava no estúdio com Tim e o cantor britânico Emile Sande. Ele parecia feliz e estava feliz por estar de volta ao estúdio. Nós estávamos trabalhando em algumas músicas novas. Ele parecia que estava em um lugar bom, ele estava animado com a música.

Eu gostaria de ter estado lá para ajudá-lo. Ele era uma pessoa tão doce e tinha uma vida tão longa pela frente. Talvez eu não tenha apreciado isso tanto quanto deveria quando ele estava vivo, mas ele realmente mudou minha vida de uma forma muito profunda, como colaborador, como um parceiro criativo. Alguns dos trabalhos que fizemos juntos, são algumas das músicas de que mais me orgulho em toda a minha vida. Passamos por um período criativo juntos que foi realmente emocionante e divertido. Quando coisas assim acontecem, é como mágica e realmente raro. Para compartilhar isso com ele e apenas para ver e ser capaz de sentir o quão vibrante ele era como ser humano e também como artista, ele tinha uma visão criativa tão forte. Ele estava tão comprometido com cada coisa que ele trabalhou. E foi realmente um privilégio estar por perto e compartilhar isso com alguém tão vibrante.

Ele era tão doce e tão visionário. Ainda não consigo acreditar que ele se foi - ainda estou tentando processar isso. É horrível. Ele era um ser humano tão doce, genuíno. Ele era tão jovem. Estes são todos clichês, mas é apenas trágico. Tudo o que posso fazer é balançar a cabeça.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Brandon Boyd reinventando o Incubus e abordando a América de Trump no novo disco '8' [Entrevista]

Traduzimos a entrevista que Brandon deu ao site Music Feeds da Austrália.

Ontem eles fizeram em Brisbane (Austrália) o último show da turnê pela Ásia e Oceania, agora eles seguem para o Havaí. 
Aqui todas as datas dos próximos shows.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Brandon Boyd reinventando o Incubus e abordando a América de Trump no novo disco '8'


Entrando em seu 27º ano de existência, os roqueiros californianos do Incubus estariam dentro de seus direitos de ficar num circuito nostálgico e ficar o resto do tempo remoendo seus hits ‘multi-platinum’ de anos atrás. Mas, como uma peça única de seu oitavo disco de estúdio, ‘8’, eles deixam bem claro, o Incubus ainda é uma força criativa a ser considerada.

Com um esforço energizado e experimental, ‘8’ encontra a banda em forma de rachaduras, exibindo ondas musicais e composições de músicas que muitas bandas mais novas matariam para ter, enquanto faziam perguntas aos ouvintes e ao mundo com cada nota.

É um corajosa declaração de intenção da banda, liderada desde o início pelo, vocalista/pintor/autor/cara atraente de 42 anos, Brandon Boyd, um homem cuja produção artística, perspectivas profundamente espirituais e esforços filantrópicos inspiraram milhares de fãs em todo o mundo, a obter tinta em sua homenagem (e sem dúvida, milhões hiperventilam quando o vêem ao vivo).

Na primeira turnê da banda na Austrália, em mais de seis anos, Brandon foi gentil o suficiente para falar com o Brenton Harris da Music Feeds, dando uma visão esclarecida sobre o processo criativo, suas opiniões políticas e ideais, assim como a busca contínua de reinvenção da banda.


MF: Brandon, obrigado por ter tido tempo para conversar com o Music Feeds, como vai a vida?

BB: A vida esta adorável, obrigado por perguntar, como está para você?


MF: Muito bem na verdade, e uma das razões para isso é que o Incubus está vindo para a Austrália para uma série de shows em seis anos, divulgando o ‘8’! Você está tão entusiasmado para estar aqui para esses shows, assim como seus fãs estão por vocês estarem de voltar?

BB: Ah, sim, cara, estamos extremamente entusiasmados, nós amamos, amamos, amamos, AMAMOS ir para a Austrália, por tantos motivos, um deles não menos importante, é que não vamos lá tão freqüentemente, então sempre é especial, mas também porque a Austrália e a Califórnia são muito parecidas, sempre sentimos como se estivéssemos em casa e não a milhares de quilômetros de distância quando tocamos lá, e também sempre conseguimos fazer shows legais, então estamos ansiosos para voltar para casa, por assim dizer.


MF: Eu concordo com essa noção de sermos espíritos afins, sempre me senti muito confortável na Califórnia, quando visitei e apreciei as pessoas por sua bondade, então é bom ouvir que você se sente em casa quando você visita a Austrália. 
Muitas bandas se esforçariam para encontrar novas direções sonoras e líricas para explorar no momento em que compõe o oitavo disco, mas vocês conseguiram fazer as duas coisas no ‘8’, resultando em um disco com um som muito fresco, havia algo específico que fosse inspirador para o Incubus durante o processo de criação?


BB: Como artista, tive alguns momentos na minha vida onde senti como se estivesse bloqueado para escrever, para pintar, e o que eu aprendi é que a criatividade é um animal dinâmico, que existe em um nível de consciência próprio. Quando chega, eu gosto de recebê-lo na minha casa, cuidar dele, cultivá-lo e conseguir o máximo que posso, até que ele decida voltar para casa novamente.

Eu tenho muitos amigos que são artistas que quando a criatividade deixa sua casa, eles tomam isso de forma tão pessoal, e eles se deixam vencer por isso, quando eu finalmente entendi que é algo que vem e vai, que é como uma pedra rolante e que lisonjeia quando aparece, mas as pessoas entram no modo de crise quando é hora de sair. Então eu faço o meu melhor para não me ofender quando isso acontece comigo e, em vez disso, tento me concentrar nas coisas que são propícias para que essa criatividade flua novamente, descobri que estar na minha casa, ter a capacidade de pintar e surfar, mas também ter a capacidade de sair em turnê e, literalmente, mudar o cenário e ver algo novo, tem sido um método bem sucedido até agora.


MF: O clima político atual nos EUA definitivamente parece ter influenciado alguns aspectos do disco ‘8’, para uma banda que não é conhecida por ser abertamente política, fora o ativismo ambiental, no ‘8’ você realmente se inclinou na direção política, era algo que você simplesmente não podia ignorar?

BB: Eu não diria que é um novo território, há várias músicas antigas que se concentraram em questões políticas, mas definitivamente há mais no ‘8’, e é porque o mundo é um lugar muito grudento culturalmente e a América está agindo numa parte interessante a esse respeito, as vezes você se sente como parte de um gigante experimento científico, onde nunca vamos ver o fim, mas definitivamente é algo que inspira um para se abrir sobre isso.

É também uma mudança muito rápida, culturalmente em casa, a medida em que começamos a escrever o ‘8’, Trump estava só declarando que estava se candidatando a presidente, e então, antes de terminarmos, ele realmente foi eleito e senti como se tivesse acordado em um mundo completamente diferente. Parecia que as pessoas o elegeram como um ato de dissidência política, ao invés de qualquer pensamento nas conseqüência, e as consequências daquilo tem sido uma constantemente devolução. O que vou dizer é que é crise política e cultural, porque é o que é para nós, é uma crise cultural, e atua como uma grande musa criativa, faz uma arte boa.


MF: Incubus faz 27 anos este ano, mas vocês nunca foram bem sucessos em ser rotulados em um tipo de som, ou movimento, ou um período musical, sem levar em conta o empenho de alguns segmentos da imprensa em tentar classifica-los como nu-metal, vocês sempre permaneceram distintamente 'Incubus', como vocês conseguiram escapar de serem rotulados?

BB: É um truque muito simples e vou compartilhar com você agora, nos cobrimos com óleo de bebê, constantemente, assim ninguém pode nos agarrar!

Honestamente, não sei a resposta verdadeira pra essa pergunta. Só sei que desde o início até hoje mantivemos muita seriedade sobre a nossa arte e o processo criativo, e sempre acreditamos que a curiosidade é um ingrediente muito vital e necessário, e eu sei que como cantor, compositor e pintor, sou tão curioso, se não mais curioso agora do que eu quando começamos a fazer isso, e isso continua me inspirando a jogar mais cores na tela, para ver o que acontece.


MF: Você acha que a dedicação a essa autenticidade no processo criativo e não ter um som rotulado ajudou vocês a escaparem da nostalgia de um disco retrospectivo, que muitas bandas de uma era similar a de vocês parecem presas, você já consideraria fazer um desses tipos de turnê?

BB: Ainda não, ainda não. Há ainda uma vitalidade em nossa banda, uma curiosidade sobre o território novo e o desejo de criar e explorar, então vamos continuar procurando por isso, e quem sabe um dia talvez encontremos a resposta para essa curiosidade e diremos "oh, olhe, está lá, é o que tínhamos procurado durante todo esse tempo" e vamos pegar nossos instrumentos e decidir que é tempo de turnê de nostalgia, mas espero que estejamos com 55 nesse momento.


MF: Você provavelmente ainda estará se balançando, no estilo Iggy Pop.

BB: Eu espero por isso, sinceramente!


MF: Você é pessoalmente um artista multidisciplinar, tendo sucesso trabalhando com arte visual, escrita e, claro, música, há elementos da sua personalidade que você expresse de forma mais fácil, ou fácil em um meio do que outro?

Definitivamente se informam, mas também têm uma energia própria. O visual, eu gosto de descrever que é uma única árvore, com um sistema de raiz compartilhado, cada meio ou saída criativa é uma ramificação. Em certos dias, eu estou em cima de um ramo, em outros dias eu estarei em cima de outro, mas em outros dias vou me concentrar em pensar sobre como a árvore se parecerá se crescer outro ramo. O que eu tento fazer, para usar mais essa metáfora, é garantir que a árvore esteja coberta de flores tanto quanto possível, quero nutrir esta idéia de não apenas arte, mas criatividade.

O que é viver uma vida criativa? O que significa ser consistente no processo criativo? Produzir diferentes tipos de frutos, ao invés de apenas dizer "vou escrever uma música e vai ser uma música de sucesso”, é muito mais interessante para mim explorar como seria uma música que possa mudar a mente de alguém, ou inspirar alguém a agir com uma força positiva, ou eu quero pintar uma imagem que faria alguém se fazer uma pergunta que nunca fez antes. Estou muito mais interessado agora no processo criativo como uma filosofia do que qualquer outra coisa, se isso faz sentido?


MF: É, definitivamente, e na minha opinião é um ato de coragem, de colocar tanto de si, continuamente, para o público ver e ouvir do jeito que você faz, isso deixa você desconfortável, tão exposto ou já deixou?

BB: Sempre há uma sensação muito palpável de vulnerabilidade sempre que faço alguma coisa. Quando lançamos discos novos, meu coração fica batendo três vezes mais rápido por cerca de duas semanas, fico nervoso e ansioso, vulnerável e tenso, mas depois lembro que eu faço isso porque tenho esse impulso irresistível de fazer as coisas, então eu sinto que é um bom exercício para mim como ser humano, continuar a aprender que a vulnerabilidade não precisa ser ameaçadora, e aprendi a cada vez que, à medida que o medo do processo desaparece, o crescimento como artista e como um ser humano aparece como recompensa, que muitas vezes inspira mais criatividade.

MF: Essa é uma perspectiva fascinante e auto-consciente, se houver um músico ou artista em desenvolvimento lutando para colocar sua arte pra fora, por conta dessa vulnerabilidade, quais conselhos você daria para superar esse medo?

BB: Eu costumava ter um pesadelo recorrente quando era criança. Quando começava a adormecer, eu ia caindo em um vazio preto, e havia um tambor batendo, como um tambor de guerra, cada vez mais rápido e mais alto e mais alto, e agora fazendo uma retrospectiva, eu entendi que era o meu próprio batimento cardíaco acelerado, mas eu sentia como se fosse um tambor de guerra, que continuava batendo e batendo e sempre acordei desse sonho antes de chegar ao fim, porque eu estava aterrorizado que algo acontecesse. Eu era pequeno quando tive esse sonho, mas teve um momento que eu tinha 12 ou 13 anos que fiquei cansado de acordar, e comecei a me testar e decidi que iria cair no fundo desse vazio para ver o que estava lá, e o que era tão intimidador disso e por que era tão assustador. Cheguei ao fundo do poço e não havia nada lá, e então nunca mais tive aquele sonho. Então, o meu conselho para jovens artistas é apenas ficar de frente com o que você tem medo e enfrentar de frente, porque você vai perceber que não há nada para temer, é só você lá, só você, então, o que está lá para temer?

MF: O Incubus sempre se comprometeu em devolver, através da filantropia com a Make Yourself Foundation, e o ativismo ambiental, o que impulsiona esse desejo e existe algo forte que você ache importante e gostaria de impactar positivamente através da sua base de fãs?

BB: No momento, como estamos em turnê, estamos basicamente em fase de angariação de fundos. Ao longo dos últimos anos, o dinheiro foi para muitas situações de ajuda de desastres, porque houve muitos desastres naturais acontecendo ao redor do mundo.

O impulso para continuar a fazer esse tipo de atividade é porque se você tem essa oportunidade, essa habilidade de arrecadar dinheiro, e aumentar a consciência, e impactar o mundo de forma positiva, de uma maneira muito tangível, então, por que não? É importante que todos façamos nossa parte para tornar o mundo um lugar melhor, e deixar o mundo em um lugar melhor do que era quando chegamos, por isso estamos todos empenhados em garantir que continuemos a contribuir, de qualquer maneira que possamos, no futuro.

MF: Esse é um sentimento muito nobre e é ótimo ver essa atitude, de continuar a se comprometer em fazer o bem para o mundo, quando, na realidade, você pode optar por fazer qualquer outra coisa com os frutos do seu sucesso. Me falaram que devemos seguir caminhos separados agora, então, obrigado por ter tido tempo para conversar com o Music Feeds hoje, esta foi uma entrevista realmente esclarecedora e uma discussão que eu adoraria continuar com você quando você estiver em Melbourne.

BB: Qualquer hora cara, obrigada pelo seu tempo também, nos vemos em março.





quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Brandon Boyd: Todo mundo da banda sempre quis vir para África do Sul [Entrevista]

Com a ida da banda pela primeira vez para África, muitas entrevistas estão surgindo.
Aqui traduzimos uma pequena entrevista com Brandon para o Channel24.

Em paralelo a isso, na última segunda, foi inaugurada uma pop up gallery 'Opti Mystic' com os seus trabalhos na Cidade do Cabo. Aqui tem algumas fotos do evento. 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Brandon Boyd: Todo mundo da banda sempre quis vir para África do Sul.


A banda de rock americana Incubus está atualmente em uma turnê sul-africana e tocou para uma multidão apaixonada no sábado em Pretoria, no Monumento Taal.

Antes do show, Channel24 falou com Brandon sobre a chegada na África do Sul, o que o inspira e muito mais, incluindo o que ele sempre faz turnê.

C24: Esta será a sua primeira vez na África do Sul?

BB: Sim, pela primeira vez.

C24:Quando vocês formaram o Incubus em 1991, vocês pensaram que ainda estariam juntos tantos anos depois? Qual é o segredo para se manter relevante na indústria da música durante esse longo período?

BB: Eu não fazia ideia de que nosso projeto de pequena banda duraria um mês e muito menos 27 anos. E, o mais importante, ainda preenchido com tanta vitalidade e diversão depois de todo esse tempo. Eu acho que é isso que nos manteve envolvidos por muito tempo. Nós adoramos muito isso e nos preocupam, é como nosso filho. Outra razão pela é interessante, é que é um desafio profundo. Mesmo quando você acha que é um especialista em alguma parte do processo, isso tem uma tendência engraçada para escapar entre os dedos como a barra de sabão no chuveiro.

C24: Sua música é uma mistura de muitos gêneros do rock ao hip-hop ao eletrônico, o que inspira essa mistura? Quais são as suas maiores influências?

BB: Acho que sempre fomos e continuamos a ser influenciados por qualquer coisa e tudo. Ninguém na banda escuta exclusivamente um gênero de música, todos somos admiradores de música como forma de arte e, portanto, sempre permitimos que todos e cada um dos estilos se comunique com o que fazemos. Na maioria das vezes, inconscientemente.

C24: O que fez vocês quererem tocar na África do Sul?

BB: Nós gostamos de ir onde somos queridos! (Risos) Mas, egoisticamente, todos na banda sempre quiseram vir para a África do Sul e tentamos há muitos anos fazer com que funcionasse. A logística não funcionou a nosso favor até este momento. Mas nós conseguimos!

C24: O que os fãs podem esperar do show?

BB: Eles podem esperar que os arcos-íris disparem para fora de seus olhos, chantilly surgindo espontaneamente de seus jeans, e as pombas brancas vibram em câmera lenta em qualquer direção que eles olhem no concerto. Entre outras coisas...

C24: Qual é a única coisa que você sempre leva em uma turnê com você?

BB: Minha câmera e um pequeno kit de arte.

C24: Existe uma atividade local que que você ama? Ou queria colaborar com alguma?

BB: Espero ver algumas atividades locais enquanto estamos aqui!