quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Jose Pasillas: da MTV para a geração YouTube (Entrevista)

Traduzimos uma entrevista que o Jose deu para o site sul africano Texx and the City.


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Jose Pasillas: da MTV para a geração YouTube 

O baterista fala das músicas que ele gosta de tocar, seus pensamentos sobre o YouTube e os riscos de montar um setlist.

Além de ser um dos bateristas autodidatas mais engenhosos em cena, Jose Pasillas tem um forte impulso empreendedor que o mantém ocupado quando ele não está na estrada com Incubus.

Com duas exposições bem sucedidas, uma linha de roupas e coleção Remo Artbeat, Pasillas conseguiu capitalizar com sucesso sua celebridade, exibindo seu brilho artístico e habilidades em múltiplas plataformas.

Sua voz tranquila com sotaque californiano me cumprimenta do outro lado do telefone e eu passo alguns minutos de fã tiete antes de poder me recompor.

Tecla Ciolfi: Eu li numa entrevista que você deu no ano passado, em que você disse que África e África do Sul estavam na sua lista de desejos. Quando surgiu pela primeira vez a discussão da África ser potencialmente possível?

José Pasillas: Isso foi levantado várias vezes ao longo da última década, mas é um lugar tão difícil de chegar, porque precisamos organizar uma formação de outros shows em torno de lá, para tornar viável financeiramente, por isso nunca tinha sido organizado.
Mas desta vez planejávamos gastar um pouco mais de tempo internacionalmente, então a África do Sul surgiu novamente, e funcionou muito bem, então ficamos super entusiasmados, que finalmente conseguimos fazer com que isso acontecesse. Sabemos que temos muitos fãs lá e desejamos ir há muitos anos.

TC: Eu sei que vocês fizeram turnês com Deftones em 2015 e dois anos antes, eles já vieram para a África do Sul tocar em um dos nossos maiores festivais, eles alguma vez fizeram comentários sobre o país, ou outras bandas já conversaram com vocês sobre como é se apresentar aqui?

JP: Eu lembro de mencionar a África do Sul a Abe [Cunningham] e ele disse que eles tiveram uma experiência incrível, eles foram explorar e fazer um safari ... Eu acho que vamos tentar fazer o mesmo.

TC: Espero que vocês também tenham algum tempo livre quando estiverem em Cape Town.

JP: SIM, minha esposa passou algum tempo lá enquanto trabalhava e ela elogiou.

TC:  Então, como vocês começam a montar um setlist para um país em que vocês nunca estiveram? Quero dizer, eu sei que adoro ouvir faixas de 'S.C.I.E.N.C.E' e 'Morning View', mas pode haver uma pressão para incluir mais singles ... você já teve desentendimentos sobre o que colocar e o que cortar? 

JP: Pra nós, essa é realmente a parte mais difícil de se preparar para fazer turnês. O que normalmente fazemos, é tocar 60, 70, 80 músicas nos ensaios [risos] e então tentamos reduzir para 22, 23 músicas e é muito difícil.

Tentamos tocar uma base com todos as músicas, é apenas um ato de equilíbrio. E algumas músicas não soam tão bem, então também há uma curva de aprendizado. Então, vamos tentando algumas músicas, alguns setists e mudamos a medida que vamos tocando, então, normalmente, no final da turnê, temos uma setlist batendo de verdade [risos novamente], mas é preciso alguns bons shows para ver o que funciona.

TC: Você se vê colocando batidas diferentes em músicas que você toca desde os anos 90? Eu posso imaginar que você também quer manter as coisas frescas para você no palco.

JP: Definitivamente, há um pouco disso. A primeira coisa que fazemos quando vamos ensaiar, é ver como podemos fazer algumas músicas um pouco mais interessantes para nós e para os fãs. Tocamos algumas músicas há mais de 20 anos, temos de mante-las frescas para nós, mas ainda assim tornarmos excitante para os fãs. Nós não queremos mudá-las tanto quanto passa pela cabeça de todos.

TC: Tem alguma música específica que você gosta mais de tocar, por alguma razão específica?

JP: Hmmm, essa é uma pergunta difícil. No momento, tenho me divertido muito tocando as músicas do último disco "8" - todo o disco é realmente divertido de tocar. Mas, em seguida, existem os principais destaques de cada set, outras músicas de discos que são desafiantes para mim são divertidas de tocar, porque nunca envelhecem, então "Sick Sad Little World" seria uma. Eu adoro tocar 'Wish You Were Here', 'Circles', 'If Not Now, When?' é uma música muito lenta e suave e é muito divertida de tocar - tentamos criar um setlist muito colorido com diferentes discos e músicas diferentes.

TC: Você já foi muito citado dizendo que você teve zero treinamento formal de bateria, o que tem seus aspectos positivos e negativos, mas hoje em dia as pessoas podem simplesmente abrir o Youtube, ver um tutorial ou uma batida de bateria de sua música favorita - você pensa que constrói um tipo diferente de músico, talvez uma maneira diferente de se aproximar, pensar e aprender sobre bateria?

JP: Oh, 100%. O nível dos bateristas hoje em dia, comparado com quando eu comecei é um totalmente diferente. Tudo está tão prontamente disponível no Youtube e as crianças que têm 12 anos estão fazendo coisas que eu nunca mais poderei fazer [risos]. E tudo o que eles fazem é assistir seus bateristas favoritos no YouTube e realmente aumentou o nível para quem toca algum instrumento de verdade.

TC: A indústria mudou tanto desde que você se formou e não quero entrar em uma questão de streaming porque ficaríamos aqui o dia todo - mas adoraria saber como você consome música. Como você ouve música quando está em casa?

JP: Eu não tenho capacidade de atenção, então eu amo ouvir uma variedade de música, eu sou um tipo de cara randômico. Quando eu estou no carro com minha filha eu ouço música online, ela ama música pop. É uma combinação dos dois, mas uso muito Pandora e escuto meu catálogo salvo, porque não comprei nada de novo há algum tempo, mas sim, é assim que a música me move até hoje.








8 Tour 2018 (Update)

Confira aqui, os shows confirmados da '8 Tour' para 2018. Aqui mais informações sobre os locais e ingressos. 

Acompanhe a "8 Tour" pela nossa página do facebook também.


Novas datas dos shows de Las Vegas (que foram adiados por conta do atentado)
02/02 - Las Vegas - The Joint
03/02 - Las Vegas - The Joint
30/03 - Las Vegas - The Joint
31/03 - Las Vegas - The Joint

TOUR INTERNACIONAL

07/02 - Jacarta, Indonésia
09/02 - Singapura, Singapura
11/02 - Pune, India - VH1’s Supersonic Festival
13/02 - Kuala Lumpur, Malásia
15/02 - Chatuchak, Tailândia
17/02 - Manila, Filipinas
19/02 - Osaka, Japão
20/02 - Tóquio, Japão
24/02 - Pretória, África do Sul
28/02 - Cape Town, África do Sul
04/03 - Auckland, Nova Zelândia
07/03 - Christchurch, Nova Zelândia
09/03 - Melbourne, Austrália
10/03 - Sydney, Austrália
12/03 - Brisbane, Austrália
21/04 - Guadalajara, México - Roxy Festival

TOUR AMERICANA 

14/03 - Honolulu, Havaí
15/03 - Honolulu, Havaí
23/03 - El Paso, Texas - Speaking Rock
24/03 - Houston, Texas - In Bloom Festival
28/04 - Panama Beach City, Florida - Sandjam Music Festival
04/05 - West Palm Beach, Florida - SunFest
04-06/05 - Memphis, Tennessee - Beale Streat Music Festival
06/05 - Concord, Carolina do Norte - Festival Carolina Rebellion
25/05 - Napa Valley, Califórnia - Festival BottleRock
01-03/06 - Cincinnati, Ohio - Bunbury Music Festival
07/07 - Anchorage, Alaska
08/07 - Anchorage, Alaska
12-14/07 - Cadott, Wisconsin - Cadott Rock Fest





Música nova em 2018

Boas novas! De acordo com a micro entrevista que Brandon deu para o site Rock 947, vai ter música nova esse ano.

"Estamos trabalhando em algumas músicas novas”

Eles ainda não tem certeza em que formato esse material será lançado. Poderá ser como um EP (como o Trust Fall side A) que foi lançado em 2015 ou talvez como singles. Mas ele garante que independente do formato, será lançado em algum momento desse ano.

“Com certeza sairá algum material musical novo dessa banda em 2018”

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Entrevista traduzida do Ben para Rolling Stone Indiana

Traduzimos uma entrevista com o Ben, para a Rolling Stone India nesse fim de semana, onde a banda tocou pela primeira vez, no festival Vh1 Supersonic, em Pune (setlist do show aqui).

Acompanhe também a "8 Tour" pela nossa página do facebook.


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Incubus: ‘É como se fossemos garotos outra vez’


O baixista dos veteranos do rock, Ben Kenney fala sobre vir para India, achar novos ritmos em seus processos e empregos do dia a dia.


Falta cerca de meia hora para banda de rock alternativo da Califórnia, Incubus, subir ao palco no ‘Vh1 Supersonic em Pune’, fazendo sua longa e aguardada estréia na Índia, como parte de uma turnê mundial de um mês. Um grupo de músicos locais de dhol estão do lado de fora do camarim, o baixista Ben Kenney, o dj Chris Kilmore e o vocalista Brandon Boyd saem para começar um pré-festa. Com a bateria no volume total, os percussionistas locais fazem Boyd e Kilmore assumir os instrumentos e aumentarem as batidas e todos têm uma memória da Índia agora.

E para os fãs que estavam esperando, o Incubus fez do último dia do festival multi-gênero também memorável. Eles tocaram a maioria das músicas de seu último álbum ‘8’, que lançaram no ano passado, e conseguiram com que todos cantem junto, músicas como "Drive", "Pardon Me" e "Wish You Were Here", a última até incluiu uma tirada de chapéu para a música do Pink Floyd de mesmo nome.


Antes do show e apenas alguns minutos antes de se envolver no improvisado desempenho (com os músicos de dhol) nos bastidores, Kenney falou exclusivamente com a Rolling Stone India sobre a atual série de shows, a relevância de uma música como "Megalomaniac" e estar em uma banda de rock.



Como é vir para a Índia?

Ah cara, é ótimo. Demorou muito tempo para estarmos aqui, mas finalmente estamos fazendo a turnê e passando por aqui. Nessa mesma viagem, também vamos visitar a África do Sul pela primeira vez e o Alasca, na volta aos Estados Unidos. Então, há alguns 'primeiros' aqui, muito atrasados.

Vocês tiveram uma série de shows em Las Vegas que foram cancelados após a madrugada de 1º de outubro de 2017. Como foi voltar lá?

É legal. Nós fizemos dois shows no início dessa turnê e nós conseguimos ver algumas pessoas que já tinham planejado tudo para nos ver nos shows e tiveram que mudar de planos. É tipo de partir o coração quando algo assim acontece, mas, felizmente, vamos voltar e conseguir outro balanço disso. Nós realmente recebemos os primeiros respondentes (para o show). Pessoas que estavam lá quando tudo aconteceu, estavam agora no festival e conhecemos alguns deles antes de tocarmos. Isso foi muito legal.

Estando em uma banda de rock, Mike (Einziger, guitarrista) disse que não sabia o que mais poderia conseguir. Como é estar em uma banda de rock no momento? Existe alguma sensação de medo?

Uma coisa legal é que, falando por mim, estou envelhecendo e eu me importo cada vez menos sobre todo o resto (risos). Mas é especial. Não há muitas bandas de rock. Bem, há muitas bandas de rock, mas não há muitos que façam turnês e paguem suas contas e conseguem fazer o que fazemos no tamanho que conseguimos fazer. Nós fazemos grandes shows e temos muitos fãs e apoio - isso não é mais comum. Todos reconhecemos que é raro e tentamos tratá-lo de forma tão especial quanto isso é. Além disso, é bom estar em uma banda de rock em um momento em que todos não estão fazendo isso. Você diz: "Está tudo bem, ainda estamos fazendo isso".

O que você já ouviu sobre a Índia antes de chegar aqui?

Eu ouvi falar de ... Eu não conheço ninguém que veio aqui e tocou além de Mutemath. Eles são nossos amigos e já fizemos turnê com eles há cerca de seis anos. Eu tento manter minha mente tão aberta quanto possível, especialmente quanto mais longe estiver da cultura americana ou seja o que for. Eu apenas tento ser humilde e observador até chegar a hora de tocar.

Quando "Megalomaniac" foi lançada em 2004, muitas pessoas pensaram que era sobre George W. Bush. Sinto que é mais apto para o atual presidente americano, certo?

Você sabe, acho que vai ser uma coisa ao longo da história. O idiota que vem e pensa que todos trabalham para ele e que realmente não se importa com a vida humana. Isso é algo comum que acontece (risos). Provavelmente, quem é essa pessoa hoje, não é o última.

Vocês tocarão em festivais de verão dos EUA depois que a turnê terminar em março. O que mais você vai fazer?

Eu não sei. Tudo a partir desse momento é realmente bom. Estamos gostando de viajar juntos e espero que possamos fazer mais música, acho que faremos. Sinto que faremos tudo o que pudermos para manter ... não ter que conseguir um trabalho real.

Mesmo agora?

Sim (risos), mesmo agora. Especialmente agora.

Você tem medo de trabalho diário?

Hmm, sim, com certeza. Requer disciplina, que eu não acho que tenho.

E o resto dos caras da banda? Você olha para eles e pensa: "Sim, eles vão ficar bem em um escritório"?

Eles podem dizer que sim, mas eu não acredito nisso. A tinta secou sobre nós.

Como você define esta turnê mundial?

Nós tocamos muito juntos. Nós gastamos muito tempo fora de casa - na verdade, temos apenas um quarto, um estúdio dedicado para nós mesmos em Los Angeles pela primeira vez na história da banda. Não vamos a nenhum outro estúdio. Este é o nosso lugar. Desde que conseguimos, nós estivemos lá quase todos os dias, tocamos e realmente tocamos até o ponto em que quase ficamos sem tempo para ensaiar porque estávamos muito ocupados tocando e gastando tempo. Nós nos divertimos muito. Esta noite, espero que isso apareça, porque é como se fossemos garotos de novo.



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

'Tour 8' começou

E a ‘8 Tour’ recomeçou. Sexta e sábado aconteceram os primeiro shows (dos 4 que farão em Las Vegas). Os próximos shows serão na Ásia, aqui tem todas as datas já confirmadas da turnê esse ano.
No setlist (show dia 2/2show dia 3/2) algumas músicas que não eram tocadas há um tempo, 11am, Paper Shoes e 'Let's go crazy' cover do Prince.
Além do show, o hotel 'Hard Rock Hotel and Casino Las Vegas' fez uma exposição de vários quadros do Brandon.
Abaixo, algumas fotos do show e da exposição dos quadros do Brandon.  (Photo credit: Erik Kabik / kabikphotogroup.com)

Acompanhe a turnê pela nossa página do facebook também.
















quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Saiu o clipe de 'No Fun'

Saiu, o clipe novo de ‘No Fun’, que também foi dirigido pelo Julian Schratter (fotógrafo que acompanha a banda). O video é um compilado de trechos da música em vários shows - incluindo o Rock in Rio - e os 'convidados especiais' somos nós os fãs.
Enjoy Incubus!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Video novo de 'No Fun' amanhã

O video novo de ‘No Fun’ será lançado amanhã. 
Mas, enquanto isso, dá pra ter um gostinho do que vem por aí.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Entrevista da banda para rádio KROQ

Entrevista muito divertida de quase 1 hora, para a rádio americana KROQ. Eles responderam perguntas de desde início da banda (ainda na escola), até os dias atuais. Vale a pena conferir!