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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Brandon Boyd: Quando faço música vs. Quando faço arte

Recentemente em sua passagem por Miami, Brandon deu uma entrevista para o site Artist Waves. Em meio a conversa ele confirmou: sim, vem material novo do Incubus em breve!!!!

"... temos muito material em que estamos trabalhando agora e estamos no processo de encontrar o melhor dos melhores. Haverá novas músicas do Incubus em breve..." 

Abaixo a entrevista traduzida.



Brandon Boyd: Quando faço música vs. Quando faço arte
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Background:

Me expressar visualmente foi minha introdução às artes. Desde que eu lembro, desenho e escrevo coisas externando circunstâncias emocionais. Quando era criança, eu era muito introvertido. Se eu estivesse doente ou algo assim e não soubesse o que fazer em relação a isso, imaginei que se eu pudesse desenhar o que estava acontecendo dentro de mim, seria uma forma de fazer me sentir melhor. Aprendi com uma idade muito jovem que externalizar esses processos internos complexos, me oferecia uma espécie de catarse.

Eu tenho feito arte o tempo todo. Enquanto o Incubus está em turnê, e isso se torna esse turbilhão enlouquecido, caótico e monótono, geralmente sou capaz de escapar para a pintura ou para o desenho. Eu sempre tenho alguma coisa básica como caneta e papel comigo.

Depois do ensino médio, eu estava envolvido no que foram provavelmente minhas aulas de arte mais formais. Eu estava estudando desenho e pintura da vida. Eu aprenderia a desenhar a partir de um modelo vivo e depois pintava imagens da vida real e de natureza morta. Eu também sempre fotografei. Tenho trabalhado com alguns formatos de mídia de 35 mm e Polaroid na maior parte da minha vida adulta. Com a evolução digital, consegui me sobressair mais rápido devido à curva de aprendizado desse formato digital. Eu faço um pouco de tudo, mas nada é tecnicamente e formalmente treinado. É mais do que eu chamo de seguir o meu nariz. Isso me leva a caminhos muito legais e eu aprendi com outros artistas que têm treinamento formal, que frequentam escolas de arte e têm diplomas. É engraçado porque eu invejo a técnica deles e eles invejam meu olho destreinado.

Determinando qual saída escolher:

Um dos meios chama mais alto do que os outros e eu sei, sem sombra de dúvida, que tenho que seguir isso, qualquer que seja a voz que esteja gritando mais alto. Às vezes eu dou as costas. Eu vou trabalhar em uma pintura e cantarolar uma melodia. Normalmente, quando estou trabalhando em uma pintura, não ouço música. Ocasionalmente eu escuto uma palestra ou algo assim, mas normalmente eu apenas ouço os sons gloriosos do silêncio, para que eu possa deixar minha própria música passar. Então, às vezes, elas ocorrem de maneira simultânea.

Alguns dias é apenas uma questão de foco. Como agora, o Incubus está escrevendo ativamente um disco. Temos muito material em que estamos trabalhando agora e estamos no processo de encontrar o melhor dos melhores. Haverá novas músicas do Incubus em breve. Algumas manhãs, porém, eu me sinto mais focado como… "não, não, não, eu tenho que trabalhar nessa música porque Mikey (Einziger- guitarrista do Incubus) e eu vamos nos encontrar mais tarde e eu já terminei uma linha nas letras." Então eu vou me forçar e focar apenas nisso. Minha coisa favorita a fazer, porém, é permitir que esse meio dite para qual direção eu vou. É quando eu recebo mais arte. Quando deixo meu ego se render e deixo o meio falar mais. Você notará mais fluxo no trabalho, seja uma música ou uma pintura. 

Os seres humanos são inerentemente criativos; nós apenas nos expressamos de formas diferentes. Alguns de nós vão em direção às artes, alguns nas finanças, outros entram no setor de serviços, alguns de nós dirigem carros e outros são artistas do Instagram. Mas somos uma espécie criativa. Eu vejo tudo isso.



Configuração do Home Studio:

É mais hemisférico do que você imagina. O estúdio está em cima da garagem da minha casa. Um canto é quase que totalmente um espaço para fazer uma bagunça, jogar tinta em uma tela e coisas assim. Então o outro lado tem uma plataforma de protools e várias baterias e guitarras. Então é hemisférico no começo, mas eles se cruzam em um certo ponto. Você verá tinta espalhada na bateria.


O Processo Criativo:

Há uma coisa em escrever uma música ou uma letra apenas por escrever, e é possível que você não esteja expressando nada. Às vezes, essas músicas são muito divertidas de se fazer e de ouvir, porque são irracionais e sem sentido. Depois, há aquelas músicas que você teve que tirar uma segunda cartada, porque você está cavando muito fundo. Essas músicas também são importantes. É a mesma coisa com a arte. Algumas peças não têm sentido. Eles estão lá apenas porque eu senti vontade de colocar algo no papel. Depois, há coisas que são mais complexas no que estão tentando expressar. Eu acho que tudo isso é importante. Eu realmente não sinto que é necessário ou até mesmo apropriado para mim como um canal. É nossa responsabilidade interpretar as nossas experiências individualmente. Isso é o que nós somos. O animal humano é um canal. Somos o olho da consciência.


“A felicidade equilibra delicadamente as asas do ato de criatividade em si, não na linha de chegada.” - Brandon Boyd


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista traduzida com Brandon sobre a exposição 'OptiMystic'

Entrevista traduzida do site Guide Live, sobre a exposição OptiMystic do Brandon em Dallas, Texas.

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Confira a arte de Brandon Boyd do Incubus, agora em exibição em uma galeria de Dallas.


Os fãs de música podem conhecer Brandon Boyd como vocalista da banda americana de rock Incubus, cujos sucessos "Drive" e "Wish You Were Here" estavam em todos as rádios no início dos anos 2000. Hoje, Boyd ainda está fazendo música com a banda, que lançou seu oitavo álbum apropriadamente intitulado de ‘8' em 2017, mas ele também está perseguindo sua paixão pela arte.

Boyd tem rabiscado e esboçado desde que era criança. Você pode reconhecer seu trabalho no videoclipe da música "Drive", com animação de Boyd e seu companheiro de banda, o baterista Jose Pasillas, inspirados na litografia ‘Drawing Hands’ de M.C. Escher.




"Eu ampliei um pouco a escala", diz Boyd sobre seu salto de um desenhista de meio período para um artista em tempo integral. "E eu ainda rabisco também. Suponho que, tendo metade da vida inteira em fazer rabiscos, talvez tenha me dado permissão para rabiscar mais."

Em 2003, Boyd lançou ‘White Fluffy Clouds’, um livro de reflexões, poesias, letras, primeiros artigos de jornais, fotografias pessoais e desenhos. Ele seguiu com ‘From The Murks of Abyss Abyss’ (Volume 2) em 2007 e ‘So The Echo’ em 2013, volumes que demonstram seu imenso talento em meios artísticos, assim como a sua evolução como artista.

Boyd diz que lançar os livros é um "processo de limpeza da primavera".

"No início de 2002 e 2003, eu estava meio que enterrado em esboços e cadernos de esboços e não tinha feito muitas pinturas naquela época, mas [fiz] toneladas de anotações. Comecei a me sentir sobrecarregado com isso". ele diz. "Estava atravancando um pouco meu processo e queria eliminá-lo, literal e espiritualmente."



Compilar parte dessa arte "me ajudou a acostumar com o processo das pessoas olhando para o trabalho", diz ele. "Eu fiquei melhor nisso ao longo dos anos - fazendo isso e deixando ir."

Ao criar a arte de sua atual exposição, ‘OptiMystic’, Boyd deixou as aquarelas e tintas acrílicas falarem. Ele diz que selecionou as cores com base no seu humor e estado de espírito e deixou que derramasse sobre o papel ou tela. Os pigmentos que se misturassem e unissem intensamente formariam uma mancha ininteligível que Boyd traduzia para a existência, como ele diz, "olhando para o vazio". Assim que as cores revelassem seus segredos, ele começaria a desenhar linhas e figuras caóticas, porém serenas, com tinta sobre o croma.

Ele diz que percebeu algo "vislumbrando de volta" em seu trabalho.

"Eu sempre fui fascinado por pintar os olhos. Eu gosto de pintá-los não no cenário mais tradicional e tenho notado em muitos dos meus quadros, que muitos dos olhos estão obscurecidos ou fechados e os olhos estão abertos em outros lugares. Talvez está sugerindo um olhar para dentro."

Ao desenhar ou pintar figuras humanas, Boyd usou amigos como fontes de inspiração. Em seu trabalho "Allie Enveloped", Boyd fez um estudo sobre uma fotografia de um amigo. Outro trabalho começou como um esboço de dois amigos em um abraço íntimo.




A pintura é "um pouco como uma prática diária, suponho", diz ele. "Em outras palavras, é como uma meditação. Não há nenhum ponto específico para isso. Não há nenhuma razão real para que eu vá para o meu estúdio pintar, além de amar isso.”

O trabalho de Boyd estará visível na Samuel Lynne Galleries até 2 de junho de 2018. Dê uma olhada - ou apenas olhe para o vazio, você pode apenas encontrá-lo olhando de volta para você.








quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Brandon Boyd: Todo mundo da banda sempre quis vir para África do Sul (Entrevista)

Com a ida da banda pela primeira vez para África, muitas entrevistas estão surgindo.
Aqui traduzimos uma pequena entrevista com Brandon para o Channel24.

Em paralelo a isso, na última segunda, foi inaugurada uma pop up gallery 'Opti Mystic' com os seus trabalhos na Cidade do Cabo. Aqui tem algumas fotos do evento. 

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Brandon Boyd: Todo mundo da banda sempre quis vir para África do Sul.


A banda de rock americana Incubus está atualmente em uma turnê sul-africana e tocou para uma multidão apaixonada no sábado em Pretoria, no Monumento Taal.

Antes do show, Channel24 falou com Brandon sobre a chegada na África do Sul, o que o inspira e muito mais, incluindo o que ele sempre faz turnê.

C24: Esta será a sua primeira vez na África do Sul?

BB: Sim, pela primeira vez.

C24:Quando vocês formaram o Incubus em 1991, vocês pensaram que ainda estariam juntos tantos anos depois? Qual é o segredo para se manter relevante na indústria da música durante esse longo período?

BB: Eu não fazia ideia de que nosso projeto de pequena banda duraria um mês e muito menos 27 anos. E, o mais importante, ainda preenchido com tanta vitalidade e diversão depois de todo esse tempo. Eu acho que é isso que nos manteve envolvidos por muito tempo. Nós adoramos muito isso e nos preocupam, é como nosso filho. Outra razão pela é interessante, é que é um desafio profundo. Mesmo quando você acha que é um especialista em alguma parte do processo, isso tem uma tendência engraçada para escapar entre os dedos como a barra de sabão no chuveiro.

C24: Sua música é uma mistura de muitos gêneros do rock ao hip-hop ao eletrônico, o que inspira essa mistura? Quais são as suas maiores influências?

BB: Acho que sempre fomos e continuamos a ser influenciados por qualquer coisa e tudo. Ninguém na banda escuta exclusivamente um gênero de música, todos somos admiradores de música como forma de arte e, portanto, sempre permitimos que todos e cada um dos estilos se comunique com o que fazemos. Na maioria das vezes, inconscientemente.

C24: O que fez vocês quererem tocar na África do Sul?

BB: Nós gostamos de ir onde somos queridos! (Risos) Mas, egoisticamente, todos na banda sempre quiseram vir para a África do Sul e tentamos há muitos anos fazer com que funcionasse. A logística não funcionou a nosso favor até este momento. Mas nós conseguimos!

C24: O que os fãs podem esperar do show?

BB: Eles podem esperar que os arcos-íris disparem para fora de seus olhos, chantilly surgindo espontaneamente de seus jeans, e as pombas brancas vibram em câmera lenta em qualquer direção que eles olhem no concerto. Entre outras coisas...

C24: Qual é a única coisa que você sempre leva em uma turnê com você?

BB: Minha câmera e um pequeno kit de arte.

C24: Existe uma atividade local que que você ama? Ou queria colaborar com alguma?

BB: Espero ver algumas atividades locais enquanto estamos aqui!


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Coleção de arte 'Rhythm of Life' do Jose

Jose postou na sua página no facebook hoje, que vem aí mais uma coleção de arte: "Rhythm of Life".
Em paralelo, Brandon também anunciou que tem projetos de arte para compartilhar em breve e que o disco está sendo escrito e gravado.

Post do Jose

"Ei pessoal, minha nova coleção de arte "Rhythm of Life" chegará em 07 de abril de 2016! Estou animado para compartilhar essas novas artes com vocês. Inscrevam-se no site www.josepasillas.com para ter mais informações e ver as artes antes do lançamento ao público."


http://www.josepasillas.com/

terça-feira, 3 de abril de 2012

Perguntas e Respostas com Brandon

O site Poster Child Prints que vende artes impressas, limitadas e exclusivas de vários artistas resolveu fazer uma seção de 'perguntas e respostas', para que seus fãs possam conhecer melhor seus artistas. O primeiro, Brandon Boyd.

From Poster Child Prints
As you may have heard, we’ve been working with Brandon Boyd and are exciting to be releasing a limited edition print with him, coming this Thursday! We’ve been thinking of ways for our fans get to know all of the PCP artists on a bit more intimate level, so we came up with “PCP Q&A”. Here’s our first session with Brandon Boyd.