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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Visita ao estúdio: Brandon Boyd (Revista Baccala)


Entrevista com Brandon para a Revista Baccala

Brandon Boyd é bastante conhecido no mundo todo como o vocalista e compositor da banda de rock multi-platina Incubus. Dessa forma, sua incursão no mundo das artes visuais é muitas vezes visto com muita curiosidade.

Criado em uma casa criativa, o nativo de Los Angeles de 42 anos, carregava um caderno de rascunhos desde a infância e era frequentemente encorajado a “desenhar seus sentimentos” como uma forma de auto-expressão, se tornando um hábito vitalício.

A facilidade inata de Boyd com essa prática o levou inicialmente a acreditar que a arte visual seria a sua carreira. Este caminho seria mudado significativamente quando ele começou uma banda com os amigos do Calabasas High School, que ficou conhecida como Incubus. O grupo ganhou um forte reconhecimento local e conseguiu um contrato de gravação logo em seguida.

Ao longo de suas duas décadas de longas turnês pelo mundo, uma coisa permaneceu constante para Boyd: um caderno de desenhos a seu lado. Essa compilação de esboços, observações e desenhos o levou a publicar seu primeiro livro em 2003 e fazer uma exposição solo de estréia em 2008. Sessão de autógrafos, conversas criativas, exibições em galerias e versões impressas logo surgiram enquanto ele aperfeiçoava seu trabalho, explorava o trabalho na tela e, como resultado, sua arte visual conquistou uma quantidade crescente de reconhecimento.

- Jen DiSisto

Introdução por Jen DiSisto
Entrevista por Jenna Putnam
Imagens de Alessandro Casagrande e Scott A. Sant'Angelo






Jenna Putnam (JP) - Qual é a parte mais difícil pra você, as pessoas tentando lhe rotular ou prendê-lo a um caminho?

Brandon Boyd (BB) - Acho frustrante quando essas questões surgem, e eu não tenho nenhuma opinião real, intelectualmente, em relação aos rótulos que são inevitavelmente colocados nas coisas que eu faço. Mas, dito isso, se fosse somente por minha conta, eu não colocaria um rótulo de nada em mim, ou qualquer artista nesse assunto. Como tenho certeza de que você já experienciou, rotular algo é semelhante a prende-lo, aterrá-lo e colocá-lo em um local já definido, principalmente para o benefício de quem observa. Primeiro como um observador, minhas experiências mais gratificantes com arte e música são quando estou confuso com o que estou passando. Quando não tenho um ponto de referência do que estou vendo ou ouvindo. Eu gosto de ver o que os artistas fazem quando eles se dão permissão de apenas fazer! No meu entendimento de como a maioria de nós percebe o mundo, me ocorre que todos precisamos nos compartimentar em algum momento, então faço o meu melhor para não levar pro pessoal quando alguém descreve algo que estou fazendo de uma forma que me faz encolher.



JP - Como você se sente em relação as mídias sociais e a maneira de como compartilhamos nosso trabalho hoje em dia?

BB - Minha opinião é de que a mídia social é parcialmente responsável pela queda de grande parte do nosso discurso social e político nos últimos dez anos. Mas também tem um potencial incrível, sua capacidade de democraticamente exibir arte e música e conectar pessoas em grandes escalas. Ela me apresentou alguns de meus artistas e bandas favoritas atuais, deu vida e impulsionou vários movimentos de justiça social que precisavam desesperadamente vir a tona, mas também ajudou a eleger um dos presidentes mais perigosos e incompetentes do país na história moderna. Então, ainda não está muito claro. Ah! Nenhuma tecnologia, seja intelectual ou espiritual, é totalmente desprovida de algum tipo de precipitação. São as conseqüências não intencionais das novas idéias que causam a impressão mais duradoura, na minha humilde opinião.


JP - O que você acha que é a coisa mais gratificante em ser vulnerável?

BB - Não ter mais nada para esconder.





quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista traduzida com Brandon sobre a exposição 'OptiMystic'

Entrevista traduzida do site Guide Live, sobre a exposição OptiMystic do Brandon em Dallas, Texas.

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Confira a arte de Brandon Boyd do Incubus, agora em exibição em uma galeria de Dallas.


Os fãs de música podem conhecer Brandon Boyd como vocalista da banda americana de rock Incubus, cujos sucessos "Drive" e "Wish You Were Here" estavam em todos as rádios no início dos anos 2000. Hoje, Boyd ainda está fazendo música com a banda, que lançou seu oitavo álbum apropriadamente intitulado de ‘8' em 2017, mas ele também está perseguindo sua paixão pela arte.

Boyd tem rabiscado e esboçado desde que era criança. Você pode reconhecer seu trabalho no videoclipe da música "Drive", com animação de Boyd e seu companheiro de banda, o baterista Jose Pasillas, inspirados na litografia ‘Drawing Hands’ de M.C. Escher.




"Eu ampliei um pouco a escala", diz Boyd sobre seu salto de um desenhista de meio período para um artista em tempo integral. "E eu ainda rabisco também. Suponho que, tendo metade da vida inteira em fazer rabiscos, talvez tenha me dado permissão para rabiscar mais."

Em 2003, Boyd lançou ‘White Fluffy Clouds’, um livro de reflexões, poesias, letras, primeiros artigos de jornais, fotografias pessoais e desenhos. Ele seguiu com ‘From The Murks of Abyss Abyss’ (Volume 2) em 2007 e ‘So The Echo’ em 2013, volumes que demonstram seu imenso talento em meios artísticos, assim como a sua evolução como artista.

Boyd diz que lançar os livros é um "processo de limpeza da primavera".

"No início de 2002 e 2003, eu estava meio que enterrado em esboços e cadernos de esboços e não tinha feito muitas pinturas naquela época, mas [fiz] toneladas de anotações. Comecei a me sentir sobrecarregado com isso". ele diz. "Estava atravancando um pouco meu processo e queria eliminá-lo, literal e espiritualmente."



Compilar parte dessa arte "me ajudou a acostumar com o processo das pessoas olhando para o trabalho", diz ele. "Eu fiquei melhor nisso ao longo dos anos - fazendo isso e deixando ir."

Ao criar a arte de sua atual exposição, ‘OptiMystic’, Boyd deixou as aquarelas e tintas acrílicas falarem. Ele diz que selecionou as cores com base no seu humor e estado de espírito e deixou que derramasse sobre o papel ou tela. Os pigmentos que se misturassem e unissem intensamente formariam uma mancha ininteligível que Boyd traduzia para a existência, como ele diz, "olhando para o vazio". Assim que as cores revelassem seus segredos, ele começaria a desenhar linhas e figuras caóticas, porém serenas, com tinta sobre o croma.

Ele diz que percebeu algo "vislumbrando de volta" em seu trabalho.

"Eu sempre fui fascinado por pintar os olhos. Eu gosto de pintá-los não no cenário mais tradicional e tenho notado em muitos dos meus quadros, que muitos dos olhos estão obscurecidos ou fechados e os olhos estão abertos em outros lugares. Talvez está sugerindo um olhar para dentro."

Ao desenhar ou pintar figuras humanas, Boyd usou amigos como fontes de inspiração. Em seu trabalho "Allie Enveloped", Boyd fez um estudo sobre uma fotografia de um amigo. Outro trabalho começou como um esboço de dois amigos em um abraço íntimo.




A pintura é "um pouco como uma prática diária, suponho", diz ele. "Em outras palavras, é como uma meditação. Não há nenhum ponto específico para isso. Não há nenhuma razão real para que eu vá para o meu estúdio pintar, além de amar isso.”

O trabalho de Boyd estará visível na Samuel Lynne Galleries até 2 de junho de 2018. Dê uma olhada - ou apenas olhe para o vazio, você pode apenas encontrá-lo olhando de volta para você.








quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Exposição do Brandon na Itália

Quem estiver em Roma (ou pretende ir até dezembro), alguns desenhos do Brandon estarão expostos na Rossmut Gallery.  Aqui e aqui tem algumas fotos das últimas exposições/sessão de autógrafos que aconteceram na última semana na Itália.