quarta-feira, 24 de abril de 2019

Shows para 2019 (Update)

A"8 Tour" acabou oficialmente em outubro, mas foram confirmados alguns shows (em festivais americanos) para 2019. Acompanhe também fotos, videos, setlists e tudo sobre a turnê pela nossa página do facebook e instagram

Datas e locais da turnê de 20 anos do Make Yourself aqui.

02/03 - Innings Festival - Tempe, Arizona

02/05 - Masquerade - Atlanta, Georgia
03/05 - Shaky Knees Festival - Atlanta, Georgia
04/05 - IP Casino Resort Spa - Biloxi, Mississippi
05/05 - Welcome To Rockville Festival - Jacksonville, Flórida
25/05 - Clayton's Beach Bar - South Padre Island, Texas 
01/06 - Spring Fling - Peoria, Illinois
21/06 - Deadwood, Dakota do Sul
29/06 - Laketown Shakedown Festival - Vancouver, Canadá 
03/08 - Moorhead, Minnesota 
04/08 - X Games, Minneapolis, Minnesota
06/08 - Canalside - Buffalo, Nova York
07/08 - Musikfest - Bethlehem, Pensilvânia 
21/09 - City of Trees - Sacramento, California
28/09 - Ohana Festival - Dana Point, Califórnia

Clique aqui mais informações e ingressos.























segunda-feira, 22 de abril de 2019

Brandon Boyd: Portas de Percepção, o Jogo




Brandon Boyd: Portas de Percepção, o Jogo
Shana Nys Dambrot

Antes de Brandon Boyd ser o vocalista do Incubus, ele era um artista. Na verdade, ele estava a caminho da CalArts quando a banda assinou um contrato. E enquanto todo mundo sabe como foi essa parte da história, é a atividade paralela de Boyd como pintor que ganhou impulso especial nos últimos anos. Com exposições individuais em Los Angeles (onde ele vive) e em todo o mundo (muitas vezes em conjunto com a agenda de shows do Incubus), além de livros, edições e, agora, um novo jogo de cartas, Boyd estabeleceu um estilo sonhador em figuras e padrões abstratos. Baseado em um fluxo orgânico e desenho intuitivo; ele chama de "OptiMystic".

Uma noite dessas, Boyd me convidou para uma noite psicodélica casual de jogo.

O novo jogo de Boyd, “Deux Portes / Two Doors”, foi inspirado pela popularidade de uma série de pinturas em andamento chamada ‘Portals’. Feitas com aquarela e tinta no papel, esses quadrados de 5 x 5 polegadas, em grande parte de 2017 e 2018, gerou um conjunto de infinias variações, da forma favorita de Boyd fazer arte - parte casual, parte descobertas atentas.

                                   




A autora e o artista jogando Deux Portes/Two Doors / Art Duet


A estética de Boyd é frequentemente comparada a um tipo de jogo em nuvem, onde os pigmentos derramados e as cores vivas existem como abstrações orgânicas, até que solte sua atenção e deixe sua mente vagar nos campos coloridos até descobrir a figura, o rosto, a flor, a torre, a montanha ou o cosmos, que universo de imagens ocultas ele provoca com a ponta de tinta de uma caneta.

No caso dos ‘Portals’, eles permanecem como abstrações, brilhantes, doces redemoinhos e espirais que lembram as janelas entre os mundos pelos quais são chamados, com passagens de padrões nítidos que ampliam a suavidade das nuvens por justaposição com gestos arquitetônicos e hipnotizantes. Imagens parecidas com Rorschach. Ao olhar para eles, você tem uma espécie de atalho para a meditação, um pouco de embaçamento em torno das bordas do pensamento profundo, como um aviso de 'confeitaria Zen'. As portas da percepção se abrem, só um pouquinho.

Boyd gosta de expor eles em grades, criando padrões dentro e entre a expansão de suas iterações exclusivas. E agora, para jogar o jogo Deux Portes, você também começa com uma grade.


EXPAND

Deux Portes/Two Doors by Brandon Boyd - Courtesy of the artist


"Você conhece o jogo do Brian Eno, Oblique Strategies?" Boyd pergunta. Eu digo que não, então pesquisei na internet e vi que em 1975, Eno e Peter Schmidt compuseram o que chamaram de "Mais de cem dilemas dignos" (Over One Hundred Worthwhile Dilemmas) e fizeram cartões. A ideia é que, se você está preso a uma ideia, você escolhe uma carta e deixa que seu estado mental aleatório leve sua consciência de volta para um lugar mais interessante. Eles continuam sendo feitos, atualmente está na quinta edição.

"Nós tínhamos no estúdio", Boyd me diz. "Você puxava um cartão e tinha algo como: 'Vá para fora. Feche a porta' ou 'Faça uma ação imprevisível, repentina e destrutiva; incorpore' ou 'Apenas continue'. Definitivamente funcionou! E isso foi uma parte da inspiração para esse jogo, com certeza."

                                              Jogando Deux Portes/Two Doors by Brandon Boyd / Shana Nys Dambrot



Boyd escolheu várias dúzias de pinturas ‘Portals’ e palavras diferentes para "porta" e fez pares. Você joga como qualquer jogo tradicional de memória, colecionando pares, trocando a vez, quem tiver a maioria dos pares ganha. Mas é muito menos mecânico do que outras versões, porque a arte é cativante, as cores vibrantes e as palavras, como prometido, promovem vôos no humor e fantasia.

Entrada, Acesso, Caminho, Olho mágico, Conexão, Porta de entrada ... Aprimorada pelas cores do trabalho, a linguagem insere idéias inesperadas na experiência, destravando memórias e associações, gratificando a atenção e a presença dentro desse momento analógico simples e a antiga idéia de uma conversa real.

"Você pode jogar sozinho também, é claro", diz Boyd. Mas, com um ou duas pessoas, cria um elo discreto e ligeiro, um oásis do momento presente que vive dentro de uma caixa de cartas.



Nosso jogo, foi na mesa da cozinha, é claro, e com um pote de alcaçuz, demorou cerca de uma hora. E funcionou como foi planejado. Seguiu-se uma conversa longa, trocadilhos, história da arte, tempo de inatividade, memórias familiares e de infância, os perigos das mídias sociais, a importância da arte e da natureza, doces regionais exóticos de todo o mundo e o apelo da atenção plena numa sociedade sob pressão.

No final, Boyd saiu vitorioso em nosso combate, mas acho que nós dois vencemos - e nosso prêmio foi uma sessão de sintonia com a hora mágica da noite, com nossos ruídos, combinando portões amarelados e interstícios de esmeraldas, o pôr do sol vermelho e o céu azul claro se tornando índigo, enquanto o resto do mundo estava correndo na sexta-feira a uma velocidade alucinante, sem tempo para jogos. Um dos cartões diz "chave" e outro, meu favorito, é "permissão".


segunda-feira, 8 de abril de 2019

[Entrevista Traduzida] O líder do Incubus, Brandon Boyd, encontra a paz em uma tenda


Entrevista com Brandon, traduzida do LA Times.


O líder do Incubus, Brandon Boyd, encontra paz em uma tenda
By Arielle Paul / LA Times


Brandon Boyd, cantor, compositor, músico, autor e artista visual mais conhecido como o vocalista da banda de rock 
multi-platina, Incubus, em sua tenda/yurt onde ele cria sua arte e música. (Kirk McKoy / Los Angeles Times).



Cercado por três hectares de floresta privada nas montanhas de Santa Monica, Brandon Boyd, frontman do Incubus, escapa para sua tenda/yurt de 182m quadrados para pintar em comunhão com a natureza.

Fazendo um retiro das estruturas, objetivos e "ritual de grupo" associado a fazer música, o cantor criou um ambiente dedicado a "atividades que são inúteis, sem objetivo e intuitivas".

Porém, nem sempre sem objetivo - muitas pinturas deixam o local para serem vendidas. E ele transformou uma série de aquarelas no que ele chamou de um jogo de combinação de cartas "opti-mystic", chamado "Two Doors / Deux Portes", que ele lançou em 30 de março.

O objetivo real de sua pintura, ele disse, é: “deixar entrar no processo, e se algo bonito der certo, é uma recompensa incrível - como se você tivesse recebido uma jóia da sua expedição, mas a busca pela jóia não é necessariamente o ponto”.

Dentro da estrutura circular, que é apoiada por paredes de treliça e vigas de madeira, potes de tinta acrílica verde e tons de terra cercam uma tela de 114 x 50 cm, espalhada pelo chão de madeira.

“A quantidade de espaço que esse ambiente me proporcionou, mudou a forma como eu pinto, porque me deu a chance de colocar as telas não esticadas no chão, às vezes de maneira muito grande”, diz ele, aplicando contornos brancos em formas de ondas, com caneta acrílica sobre a cor base.

A tenda está localizado em um caminho de terra que sai da sua casa principal, cercada por árvores, um riacho balbuciante e uma cachoeira ao lado de um penhasco. Boyd, de 43 anos, disse que um lince visita todas as noites, enquanto pássaros e sapos conversam sobre suas próprias músicas.

"A biofonia que existe aqui em todos os momentos é incrivelmente inspiradora para mim" disse ele. "Ela tende a inspirar meu processo de maneiras realmente especiais e únicas",

Por que essa tenda é tão especial para você?
Eu sempre fui fascinado por yurts, talvez porque são uma espécie de sinônimo de vida selvagem. Além disso, eu nunca tive um espaço que fosse tão grande para pintar. Antes, eu estava sempre trabalhando em uma mesa, ou uma tela pré-esticada vertical, mas sempre havia algo meio desconfortável nisso para mim. Então eu parei de tentar pensar demais nisso e decidi que talvez eu seja melhor naquilo que faço quando sou apontado para baixo.

Você tem um objeto favorito aqui?
Aquele triângulo de madeira que diz: "Você está aqui". Um grande amigo meu, Zen, pintou-o e estava em cima da sua loja em Santa Monica por alguns anos. Eu sempre amei o sentimento simples. Você olha para ele e pensa: “Isso mesmo, eu estou bem aqui, onde mais eu estaria?” Provavelmente vou pendurá-lo acima da porta em algum momento.

Seus cachorros se divertem aqui?
Eles se divertem de verdade. Bruce (um buldogue francês) tem 14 anos e já esteve em volta algumas vezes - ele meio que fica longe da minha arte. Billie, a nova filhote, é uma mistura de chihuahua e pug (resgatada pelo Love Leo Rescue) e não tem medo de pintura, arte ou do processo. Há provavelmente seis ou sete grandes pinturas que têm peles e pegadas dela, mas a menos que ela esteja na tinta recém-molhada, e que possa criar uma trilha de pegadas no chão, eu não paro ela. Eu acho engraçado.

Descreva um momento perfeito aqui.
Ontem à noite eu estava aqui, o sol estava completamente baixo e a porta estava aberta e podia ouvir o som do riacho, os sapos e o suaves sons da vida selvagem ao redor. Há momentos em que paro de pintar, sinto uma alegria e ouço. Esses são alguns dos momentos mais pacíficos que eu posso me lembrar. Gosto de muitas coisas complexas e atividades na minha vida, mas algumas das coisas que mais me atraem, que trazem mais felicidade, são momentos simples como esse.








segunda-feira, 18 de março de 2019

Brandon e Mike falam quais são seus maiores pontos fortes e fracos


O jornalista de música Steve Baltin (que já escreveu pra Rolling Stone, Billboard dentre outros) fez do seu 500º artigo, algo diferente para Forbes. Perguntou a 64 personalidades quais são os seus pontos mais fortes e os mais fracos. Dentre eles Brandon e Mike. 

Brandon Boyd

Acredito que o que eu considero ser os meus pontos mais fortes e as maiores fraquezas provavelmente são únicos do meu ponto de vista, portanto, seria diferente de alguém que estivesse observando isso de fora. Sendo assim, percebi que a minha maior força e a minha maior fraqueza são as mesmas. A minha capacidade de visualizar o resultado que desejo me ajudou a criar uma vida cercada de arte e música. Que na maior parte, é o que chamarei de lado positivo dessa habilidade. O lado escuro, ou fraqueza, por assim dizer, é que essa mesma capacidade de "manifestação" (por falta de um termo melhor) traz a possibilidade de criar inconscientemente doenças, caos e circunstâncias menos brilhantes. Parte do meu processo de aperfeiçoar as minhas forças como pessoa, é lembrar que não existe uma moeda de um lado só. Cada presente tem uma sombra, mas as recompensas dessa força geralmente superam as deficiências de lado mais fraco.

Mike Einziger

Assumir riscos e tentar coisas novas diante do ceticismo e do potencial ridículo é assustador, mas é o caminho para a inovação. Esse tipo de coragem tem sido a linha de frente de minha carreira como músico e co-fundador de empresas de tecnologia e biotecnologia (MIXhalo & Versicolor Technologies). Eu não tive nenhum treinamento formal para fazer nenhuma dessas coisas. Porém, a curiosidade e o amor genuíno pelo aprendizado são ótimos motivos para deixar a zona de conforto.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Jon Theodore substituirá Jose no próximo show

Próximo sábado o Incubus volta aos palcos e fará o primeiro show do ano no Innings Festival. E nesse show, Jose não estará pilotando sua bateria e será substituído pelo Jon Theodore do Queens of The Stone Age. O motivo: uma lesão no pulso. Agora fez sentido a foto que Mike postou recentemente do Jon e Jose durante os ensaios. Abaixo a mensagem postada pela banda no instagram

“Estamos felizes e tristes que Jose não poderá assumir sua bateria nesse fim de semana por conta de uma lesão no pulso 💔 Ele estará no banco de passageiro o show inteiro, então não se preocupem. Nós convidamos nosso amigo Jon Theodore do Queens of the Stone Age para assumir seu lugar enquanto Jose se recupera.”






segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Quer ganhar um vinil do '8'?

A banda irá sortear oito discos de vinil do '8' no próximo dia 30 de janeiro. Para concorrer, é preciso: 

1. Seguir o instagram oficial
2. Marcar 8 amigos em qualquer foto (no perfil da banda), usando a hashtag #8GIVEAWAY
3. Curtir 8 fotos (no perfil da banda)

Os 8 vencedores serão anunciados no dia 30/1 (quarta-feira), no instagram oficial. Boa sorte!


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Brandon Boyd: Quando faço música vs. Quando faço arte

Recentemente em sua passagem por Miami, Brandon deu uma entrevista para o site Artist Waves. Em meio a conversa ele confirmou: sim, vem material novo do Incubus em breve!!!!

"... temos muito material em que estamos trabalhando agora e estamos no processo de encontrar o melhor dos melhores. Haverá novas músicas do Incubus em breve..." 

Abaixo a entrevista traduzida.



Brandon Boyd: Quando faço música vs. Quando faço arte
by  



Background:

Me expressar visualmente foi minha introdução às artes. Desde que eu lembro, desenho e escrevo coisas externando circunstâncias emocionais. Quando era criança, eu era muito introvertido. Se eu estivesse doente ou algo assim e não soubesse o que fazer em relação a isso, imaginei que se eu pudesse desenhar o que estava acontecendo dentro de mim, seria uma forma de fazer me sentir melhor. Aprendi com uma idade muito jovem que externalizar esses processos internos complexos, me oferecia uma espécie de catarse.

Eu tenho feito arte o tempo todo. Enquanto o Incubus está em turnê, e isso se torna esse turbilhão enlouquecido, caótico e monótono, geralmente sou capaz de escapar para a pintura ou para o desenho. Eu sempre tenho alguma coisa básica como caneta e papel comigo.

Depois do ensino médio, eu estava envolvido no que foram provavelmente minhas aulas de arte mais formais. Eu estava estudando desenho e pintura da vida. Eu aprenderia a desenhar a partir de um modelo vivo e depois pintava imagens da vida real e de natureza morta. Eu também sempre fotografei. Tenho trabalhado com alguns formatos de mídia de 35 mm e Polaroid na maior parte da minha vida adulta. Com a evolução digital, consegui me sobressair mais rápido devido à curva de aprendizado desse formato digital. Eu faço um pouco de tudo, mas nada é tecnicamente e formalmente treinado. É mais do que eu chamo de seguir o meu nariz. Isso me leva a caminhos muito legais e eu aprendi com outros artistas que têm treinamento formal, que frequentam escolas de arte e têm diplomas. É engraçado porque eu invejo a técnica deles e eles invejam meu olho destreinado.

Determinando qual saída escolher:

Um dos meios chama mais alto do que os outros e eu sei, sem sombra de dúvida, que tenho que seguir isso, qualquer que seja a voz que esteja gritando mais alto. Às vezes eu dou as costas. Eu vou trabalhar em uma pintura e cantarolar uma melodia. Normalmente, quando estou trabalhando em uma pintura, não ouço música. Ocasionalmente eu escuto uma palestra ou algo assim, mas normalmente eu apenas ouço os sons gloriosos do silêncio, para que eu possa deixar minha própria música passar. Então, às vezes, elas ocorrem de maneira simultânea.

Alguns dias é apenas uma questão de foco. Como agora, o Incubus está escrevendo ativamente um disco. Temos muito material em que estamos trabalhando agora e estamos no processo de encontrar o melhor dos melhores. Haverá novas músicas do Incubus em breve. Algumas manhãs, porém, eu me sinto mais focado como… "não, não, não, eu tenho que trabalhar nessa música porque Mikey (Einziger- guitarrista do Incubus) e eu vamos nos encontrar mais tarde e eu já terminei uma linha nas letras." Então eu vou me forçar e focar apenas nisso. Minha coisa favorita a fazer, porém, é permitir que esse meio dite para qual direção eu vou. É quando eu recebo mais arte. Quando deixo meu ego se render e deixo o meio falar mais. Você notará mais fluxo no trabalho, seja uma música ou uma pintura. 

Os seres humanos são inerentemente criativos; nós apenas nos expressamos de formas diferentes. Alguns de nós vão em direção às artes, alguns nas finanças, outros entram no setor de serviços, alguns de nós dirigem carros e outros são artistas do Instagram. Mas somos uma espécie criativa. Eu vejo tudo isso.



Configuração do Home Studio:

É mais hemisférico do que você imagina. O estúdio está em cima da garagem da minha casa. Um canto é quase que totalmente um espaço para fazer uma bagunça, jogar tinta em uma tela e coisas assim. Então o outro lado tem uma plataforma de protools e várias baterias e guitarras. Então é hemisférico no começo, mas eles se cruzam em um certo ponto. Você verá tinta espalhada na bateria.


O Processo Criativo:

Há uma coisa em escrever uma música ou uma letra apenas por escrever, e é possível que você não esteja expressando nada. Às vezes, essas músicas são muito divertidas de se fazer e de ouvir, porque são irracionais e sem sentido. Depois, há aquelas músicas que você teve que tirar uma segunda cartada, porque você está cavando muito fundo. Essas músicas também são importantes. É a mesma coisa com a arte. Algumas peças não têm sentido. Eles estão lá apenas porque eu senti vontade de colocar algo no papel. Depois, há coisas que são mais complexas no que estão tentando expressar. Eu acho que tudo isso é importante. Eu realmente não sinto que é necessário ou até mesmo apropriado para mim como um canal. É nossa responsabilidade interpretar as nossas experiências individualmente. Isso é o que nós somos. O animal humano é um canal. Somos o olho da consciência.


“A felicidade equilibra delicadamente as asas do ato de criatividade em si, não na linha de chegada.” - Brandon Boyd


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

One Love Malibu Concert

No próximo domingo (2/12) acontecerá o 'One Love Malibu', um evento beneficente, onde 100% do lucro arrecadado será destinado à Malibu Foundation, para ajudar as vitimas do grande incêndio que atingiu recentemente a região.

Brandon, Mike e Ben estão entre as atrações, além de artistas como Joe Walsh, Katy Perry, Gwen Stefani, Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), Taylor Hawkins (Foo Fighters) e outros.

Os ingressos já estão esgotados.



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

[Entrevista Traduzida] Mike Einziger: "Cada um dos nossos álbuns é como um álbum de fotos"


Entrevista traduzida com Mike, do site espanhol Binaural. 


Mike Einziger: "Cada um dos nossos álbuns é como um álbum de fotos"

Entrevistamos o versátil guitarrista da banda californiana
por Pablo Porcar




Agradando ou não, poucos são os grupos dos anos 90 que colheram o reconhecimento internacional do Incubus. Liderada por um dos "frontmans" mais carismáticos do circuito alternativo, a formação alcançou um teto midiático entre 1999 e 2001 com o lançamento do "Make Yourself" e "Morning View", para depois experimentar diferentes texturas melódicas com o pouso de “A Crow Left of the Murder (2004) e “If Not Now, When?” (2011).

Foi em agosto, quando os caras de Calabasas passaram por Madri (La Riviera) e Barcelona (Razzmatazz) para promover a turnê do último disco lançado “8”. Nessas ocasiões geralmente não se tem tempo, então jogamos todas as nossas cartas para ver se, felizmente, poderíamos nos encontrar com Mike Einziger em Barcelona. No final, todas as estrelas se alinharam e conseguimos conversar com o guitarrista em um encontro descontraído realizado no Rex Room de Razz.

Em 2011 vocês lançaram “If Not Now, When?”, um disco em que você trouxe o seu som mais pra perto, mais minimalista, chegando a desconstruir completamente as bases dele. Quase uma década se passou ... Como você vê esse disco agora?

Eu disse isso muitas vezes, mas é a verdade. Cada um dos nossos álbuns é como um álbum de fotos. Eles me lembram de um tempo muito específico, e também de lugares muito específicos. Quando compusemos essas músicas, quando as gravamos, etc. Tem que se entender: eu não escuto o álbum ou assimilo da mesma forma que as pessoas costumam fazer. É uma experiência diferente para mim. Foi divertido fazer esse disco. E é incrível ver a rapidez com que o tempo passou desde então.

Foi curioso ver como você saiu do som "minimalista" de “If Not Now, When?” para algo mais rock como o mostrado em Trust Fall (Side A) ou no último disco 8. Esteticamente dá a sensação de que você precisava voltar um pouco às origens. Por que essa mudança?

Eu não saberia te dizer o motivo de tudo isso. Nós não planejamos as coisas, elas simplesmente aparecem. O segredo é como nos sentimos quando começamos a compor novamente.

Antes do If Not Now, When?, especialmente com Light Grenades e A Crow Left of the Murder”, nos concentramos em criar um som com arranjos muito duros. Como se a música composta fosse muito intensa. Muito turbulenta. “If Not Now, When?foi a nossa maneira de abordar uma maneira muito mais simples de compor. E também de gravá-lo. Eu acho que era natural voltar a fazer o que estávamos fazendo antes.

No ano passado vocês lançaram 8. Mas eu li em diferentes mídias que vocês pretendiam gravar mais material em 2018. Isso é verdade?

Nós temos falado sobre isso. Até agora não tivemos oportunidade de gravar nada, já que estivemos em turnê o tempo todo. Acho que poderemos gravar algo, ou pelo menos compor, no fim do ano.

Tem se falado muito sobre uma colaboração que você fez com Chino Moreno (Deftones) e que aparentemente você manteve guardado.

Sim. Quando gravamo8Chino veio ao nosso estúdio e gravou algumas coisas com a gente e com o Skrillex. Temos algum material guardado e registrado, mas precisamos terminá-lo. Pode dar a sensação de que é muito fácil terminar algo assim, mas, acredite, não é. Todo mundo tem que estar satisfeito com o resultado. A gravadora tem que dizer se concorda com o material gerado. Eu gostaria que pudéssemos mostrar isso agora. Mas isso não é tão simples.



Ultimamente vocês se agradam do conceito de lançar EPs. É um passo que vocês consideram voltar em breve?

(Pensa) Eu não sei qual será o nosso próximo passo, de verdade. Nós vamos para aqueles lugares que sentimos que merecem ser explorados. Nossos fãs amam que lancemos álbuns, mas para um álbum sair, tem que nascer de uma maneira muito concreta e natural. Vamos ver, não temos nada planejado.

Lembrando... No próximo ano, será o 20º aniversário do “Make Yourself. Vocês farão algum tipo de turnê para comemorar com seus fãs esse evento?

Eu não sei ... Talvez. Agradaria não é? Eu não acredito que já se passaram 20 anos desde o lançamento. É legal porque esse disco está conectado com um público realmente amplo no mundo todo. Nós definitivamente teríamos que fazer algo especial para celebrá-lo.

Abordando outras questões além do que aconteceu com o Incubus... Nos últimos anos você colaborou com Hans Zimmer, contribuindo com música em filmes como “O Espetacular Homem Aranha 2. Já pensou em voltar a explorar esses tipos de facetas mais ligadas ao mundo cinematográfico?

Até agora, fiz muitos movimentos dentro desse território. Mesmo antes de “O Espetacular Homem Aranha 2 eu já havia trabalhado com Hans em vários filmes. Nós fizemos “O Cavaleiro Solitário e ... bom, muitas outras coisas. Agora estou focado em estar com minha família. Eu tenho filhos agora. Na verdade eu tenho duas filhas gêmeas que nasceram 15 meses atrás. Demora muito tempo para fazer filmes e todas essas coisas. Então, se no próximo ano nós vamos fazer músicas novas, vou me concentrar nisso. Quando você tenta ir em direções diferentes, é fácil perder muito tempo. E também muita energia.



Então, de uma forma ou de outra, o Incubus é sempre o seu caminho principal.

É verdade que existem momentos diferentes e tempos diferentes, nos quais eu me meto a fazer outras coisas. Quando trabalhei com Avicii, Tyler The Creator ... e outras coisas em que tenho trabalhado. Mas agora eu não tenho nada planejado para esse tipo de projeto. Apenas Incubus.

Eu sabia que você tinha trabalhado com Avicii. Estes últimos anos têm sido realmente difíceis, de perdas que criaram queimaduras na história recente da quarta arte. Impossível não lembrar o caso desse garoto, Avicii, mas também de Chris Cornell ou de Chester Bennington, do Linkin Park. Qual desses três casos tocou você mais de perto? Pelo que entendi você conhecia todos os três.

Os três me afetaram. Eu não estava tão perto de Chris, embora tenhamos feito um show juntos. Tocamos juntos em uma época. É uma verdadeira tragédia quando isso acontece. As três mortes me deixaram em estado de choque. Eu não consigo dizer nada sobre isso. Foi chocante. Foi muito triste saber que alguém tirou sua vida porque estava passando por um momento muito ruim. É triste.

Em uma entrevista, você comentou que o Avicii tinha uma maneira muito infantil de ver música, no bom sentido da palavra, claro. Você conheceu recentemente algum outro artista com quem tenha te surpreendido, por ter uma maneira semelhante de ver e conceber a música?

Especialmente em todos os jovens artistas. Eles têm essa inocência e agem de acordo com seu próprio instinto. Avicii era como uma criança diante da música. E digo isso de uma forma positiva. Eu queria explorar todas as possibilidades possíveis. Estava obcecado com a música pop. Eu queria fazer a música pop perfeita. Foi como um quebra-cabeça para ele. Foi como uma criança. Você não podia levar o brinquedo embora de nenhuma maneira, porque era dele. E eu me sentia ligado a ele nesse sentido, porque sempre vi a música assim. Fazer isso e explorar todas as possibilidades pra mim sempre foi o mais gratificante. Estar perto desse tipo de energia é ótimo. Eu sinto o mesmo com o Skrillex. Eu sinto o mesmo com Tyler, The Creator. Eles são meus amigos e também são ótimos músicos.