quinta-feira, 12 de julho de 2018

“Fazer um disco, é uma arte em extinção, mas gostamos muito do processo” (Entrevista com Ben)



Entrevista com Ben, para o site Eonmusic do Reino Unido.

Estourando fora da Califórnia e no mainstream na virada do milênio, os roqueiros alternativos do Incubus mantiveram um perfil estável como um dos atos definidores de uma geração. Com um punhado de álbuns de referência, incluindo o "Make Yourself" e "Morning View", os cinco elementos ainda são uma força vital, como Ben Kenney nos diz:“Fazer um disco, é uma arte em extinção, mas gostamos muito do processo”. Conversamos com o baixista para falar sobre os próximos shows na Irlanda e Reino Unido, a gravação de '8' e o difícil processo de substituir um dos membros fundadores da banda. 

por Eamon O'Neill



Oi Ben, como você está hoje?
Eu estou bem, muito bem. Mais tarde vou fazer um passeio de moto com a minha namorada e estou ansioso por isso, muito!

Você está com um pouco de tempo livre agora?
Sim, este verão todo tem sido entre festivais, então ensaiamos alguns dias, saímos e fizemos alguns shows, voltamos para casa por alguns dias, e fazemos isso: enxágüe e repita, repetidamente.

Então, há um bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal?
Sim, este verão esta sendo um verdadeiro prazer. Cada vez é diferente. No verão passado, arrumamos nossas malas e saímos, acho que foram sete ou oito semanas, estávamos fora e não voltaríamos até acabar. É diferente a cada ano.

Você está voltando para a Irlanda, para alguns shows em setembro, por que demoraram tanto para voltar?
Oh cara, eu estava pensando sobre isso, porque era 2007? Oh meu Deus, eu pensei que era 2011 - isso seria ainda pior se fosse 2007! Eu não sei, nós temos sido muito ruins em voltar para o Reino Unido, para a Irlanda, Europa, Escandinávia e aquela região. E eu não sei o motivo, porque eu amo estar lá. É uma pena, acho que o tempo acabou tirando o melhor de nós e deixamos passar muita coisa.

Você fará seu primeiro show em Belfast nesta turnê.
Eu acredito que sim. Eu acho que nunca estive em Belfast. Acho que os únicos shows que fizemos foram em Dublin. É importante para mim porque eu realmente não sei muito sobre a Irlanda, e fiquei com a impressão de que há um tipo de vibrações diferentes entre Belfast e Dublin, e eu quero ver como é isso tudo, porque eu adoro isso.

O Incubus tem seguidores muito leais em lugares como o Reino Unido.
Sim, nós definitivamente temos muito amor por aí, e finalmente estamos voltando. Nós poderíamos um dia fazer uma turnê passando por todos os lugares diferentes no Reino Unido, eu ficaria muito empolgado… no verão! [Risos]

Você mencionou que estava ocupado no último verão, foi após o lançamento do álbum "8"?
Sim, nós estávamos em turnê pelos Estados Unidos e indo em frente. Acho que talvez tenhamos ido para a América do Sul, mas é meio que um borrão na minha cabeça, porque está indo e indo.

Demorou um pouco para o "8" ser gravado, tinham os EPs no meio, mas foi o intervalo mais longo entre os lançamentos de álbuns do Incubus.
Sim. Mesmo que eles não sejam bem o jeito de como a música é lançada atualmente para muitos artistas, gostamos de fazer discos e gostamos de estar no estúdio. Fazer um disco lhe dá a capacidade de contar uma história, de ir de uma vibe para outra e fazer com que pareça mais um filme. Mas isso é meio que uma arte que está morrendo, eu acho. Nenhuma das grandes bandas está realmente fazendo tanto com os discos atualmente, eles estão lançando músicas tipo, uma música aqui, uma música ali, mas gostamos muito do processo.

Existe uma variação de sons no álbum, isso foi para os dois produtores que vocês estavam trabalhando?
Isso definitivamente teve um efeito sobre o produto final, mas eu acho que nós meio que entramos nisso como sempre fazemos, tipo: "Não vamos fazer o que acabamos de fazer, não vamos fazer o que fizemos antes, vamos tentar nos movimentar", e são esses pequenos movimentos, essas pequenas diferenças reais nas pinceladas. Nós apenas tentamos nunca fazer algo repetido tipo: "Ah, isso é como outra coisa", vamos ter um propósito para seguir em frente.

Como funciona o processo de composição de músicas para o Incubus?
Para fazer o "8", nós nos acomodamos neste espaço de ensaio num armazém, e passamos algumas semanas lá, escrevendo músicas todos os dias, entrando e lutando por dias e dias a fio até todos nos sentirmos bem com o que estávamos fazendo. É uma coisa de grupo, nós nos juntamos e acertamos isso. Brandon, é claro que escreve todas as letras - nós não entendemos nada disso, mas a música é algo pelo que nós cinco entramos numa sala para lutar.

Você luta para ter suas idéias lá?
Sim, é um jeito lindo, é como uma "escultura redutiva" (como se algo fosse extraído de um material muito grande).

Você se juntou à banda no meio da carreira deles, foi uma transição fácil para você?
Quando eu olho para trás, tudo parecia natural, tudo parecia fluir. Os anos podem estar mais rápidos agora, mas a vida estava indo muito rápido naquela época. Então, todas as coisas que estavam acontecendo pareciam estar no lugar certo. Nunca me pareceu estranho ou algo do tipo.

Você assumiu o lugar de Dirk Lance, que era um membro fundador da banda, isso adicionou mais pressão?
Bem, sempre que eu tocava música com os caras e estávamos todos na mesma sala, tudo parecia estar no lugar certo. Não parecia haver pressão por causa disso. Mas eu vou dizer que foi incrível como uma tonelada de fãs já tinha decidido que iriam me odiar até o final dos tempos, antes de eu sequer tocar uma nota. Eu realmente nunca entendi como essa coisa toda aconteceu antes, tipo; “ok, essas pessoas são inflexíveis contra mim, não importa o que eu faça, então, eu não deveria me preocupar com isso."

Isso deve ter sido inesperado.
Quando as pessoas investem tanto em uma banda e têm tantas experiências ouvindo suas músicas, ela se torna a trilha sonora de suas vidas, e quando você substitui um dos ingredientes, muitas pessoas não vão gostar, apenas por princípio, no princípio de que é diferente. Então, isso foi chocante para mim, porque todas as outras bandas em que estive, eu estava na banda e era tipo: "Ele é o cara da banda" agora era tipo: "VOCÊ ARRUINOU MINHA BANDA!", e foi como: [Intrigado] “Que porra é essa?” [Rindo] Eu estava tipo; "O que eu fiz?!" Eu não sei cara, eu só posso ser eu, tenho que tentar fazer o melhor que posso, e isso é tudo que estou aqui para fazer.

Você está com o Incubus há 14 anos agora. Quais foram alguns dos destaques desse tempo?
Nós fizemos tantas coisas que eu sou tocado com memórias de: ”Eu não posso acreditar que isso aconteceu!" No verão passado, eu estava ouvindo rádio, e a música do The Pretenders, 'The Reason We're Here', tocou e eu fiquei tocando, e de repente (porque eu tinha esquecido completamente disso) lembrei que tocamos essa música com eles na televisão. Então, de repente, por não ter isso na memória, eu fiquei recordando o dia todo, lembrando que os caras do Kings Of Leon estavam lá também. Fizemos esse show e foi incrível, foi muito divertido. Então, só de ouvir essa música no rádio, eu tive uma enorme onda de lembranças positivas, e isso acontece o tempo todo, porque já faz tanto tempo.

Você obviamente ainda está gostando, quase uma década e meia depois que você entrou.
Totalmente! Eu não sei como está lá fora (na Europa), mas agora não é realmente a era do rock and roll nos Estados Unidos, e nós ainda estamos por aí afora tocando rock and roll, me sinto meio rebelde de uma boa maneira, é incrível, e parece que é realmente especial ainda estar fazendo isso.

A popularidade contínua da banda surpreende você?
Sim, nem acredito. Eu vi outras bandas indo e vindo, eu vi bandas melhores virem e irem, e nós ainda estamos aqui para fazer o nosso trabalho. Me faz sentir humilde, e estou determinado a valorizar isso.

Qual o segredo para manter esse sucesso?
Eu não sei dizer, realmente. Se eu soubesse, provavelmente seria corrompido com o conhecimento e depois me tornaria uma força para o mal! Eu não sei cara, algo conecta com as pessoas, que ressoa com elas, e isso é tudo que você poderia pedir. Quero dizer, isso é tudo que você poderia esperar.

Finalmente, o que esta por vir para o Incubus?
Não temos data de fim à vista, não há planos para parar agora. Estamos bem descansados, então vamos fazer esses shows e acho que vamos tirar férias, tipo Natal e outras coisas. Mas no ano que vem, vamos voltar para o que tivermos que fazer, porque ainda somos jovens o suficiente para fazer isso, então vamos continuar fazendo isso o máximo que pudermos.






terça-feira, 10 de julho de 2018

Mistura perfeita: Incubus tem amigos com grande timing

Entrevista Jose com para o site The Spokesman



                                                                                                                                                                                                (Foto: Brantley Gutierrez)

Os membros do Incubus tiveram dois amigos, o produtor Dave Sardy e o superstar da EDM, Skrillex, ajudando em seu último álbum, o “8” de 2017.

Garth Brooks tinha amigos em lugares escuros (Friends in Low Places). Freddie Mercury do Queen tinha um melhor amigo (You're my best friend). E agora a Incubus descobriu que ter um amigo por perto na hora certa pode mudar o resultado de um álbum.

Durante grande parte de 2016, os caras do Incubus trabalharam com o produtor Dave Sardy, trazendo seu atual álbum, “8”, para conclusão. Eles estavam no estúdio ouvindo mixagens do “8” quando o superstar de EDM e amigo Sonny Moore - mais conhecido como Skrillex - passou por lá.

“As mixagens estavam praticamente concluídas. E então, quando Sonny entrou, Skrillex, ele apareceu como amigo”, disse o baterista Jose Pasillas II em uma entrevista por telefone.

Skrillex se viu atraído pela música “Familiar Faces” e perguntou à banda se ele poderia ir para a sala do lado e fazer um remix.

“Ele voltou literalmente uma hora depois, e a coisa parecia incrível”, disse Pasillas. “Havia alguma clareza nisso. Houve alguma cor. Havia algo que nenhum de nós esperava ouvir. E foi mais o tom sonoro. Então, depois de ouvir essa música por algumas semanas, e mostrando todo o resto das mixagens para umas pessoas e apenas (tendo) começado a mostrar (em volta), nós ficamos tipo 'Uau, seria incrível se pudéssemos fazer esse tratamento em o resto das músicas’.

Skrillex estava mais do que pronto para a tarefa quando o Incubus perguntou a ele sobre trabalhar em algumas mixagens.

“Fomos ao estúdio esperando que ele pegasse mais algumas (faixas) em seu material. Ele fez a coisa toda (álbum). E no final disso, nós ficamos tipo 'Isto está completo'. Como se não houvesse dúvida." disse Pasillas. 

As músicas que surgiram com a ajuda de Sardy e Skrillex formam um dos álbuns mais fortes e estilísticos da banda.

Músicas como “Nimble Bastard”, “No Fun” e “Throw Out the Map” são lançadas com guitarras substanciais, coros característicos e muitos sons que grudam na cabeça, embutidos nas mixagens. Várias outras músicas trazem boas mudanças de ritmo para “8”. “State of the Art”, flui bem entre os segmentos de ambiente e hard rocking, enquanto a balada “Undefeated” e o mid-tempo “Familiar Faces” equilibram a beleza e o nervosismo. “Loneliest” é uma das baladas mais vulneráveis que o grupo já gravou.

A banda soa revitalizada em "8" e isso não é coincidência.

O grupo teve muitos destaques em uma carreira que começou em 1991 e inclui álbuns de sucesso como “Make Yourself” (1999), “Morning View” (2001), “A Crow Left of the Murder” (2004) e “Light Grenades” (2006).

Mas na época do álbum “If Not Now, When,” de 2011, os relacionamentos dentro da banda estavam desgastados. Quando o ciclo da turnê terminou, os membros da banda se perguntaram se eles haviam tocado seu último show como Incubus.

Depois de mais ou menos um ano, eles decidiram se reagrupar, marcar uma turnê de verão com os Deftones e fazer um EP de quatro músicas, “Trust Fall Side A.”

Ao longo do curso do EP e turnês, a vida na banda melhorou consideravelmente, e os membros do grupo - Brandon Boyd (vocal), Mike Einziger (guitarra / teclado), Chris Kilmore (dj, teclados), Ben Kenney (baixo) e Pasillas II - entraram no projeto “8” com uma perspectiva muito melhor do que a que existia durante o período do “If Not Now, When”. Então, o que permitiu aos membros da banda encontrar uma harmonia, energia e paixão renovadas?

"Acho que é apenas uma perspectiva. Acho que todos nós olhamos para nossas vidas. Estou nessa banda há 26 anos. E o fato de termos altos e baixos, é um estado natural para qualquer tipo de família ... Mas acho que amadurecemos ao ponto de apreciarmos um ao outro e à nossa posição e o que somos capazes de fazer, poder viajar pelo mundo, criar música e compartilhar essa música, é incrível. E eu acho que é ter uma perspectiva daquilo que nos mantém em movimento. E ainda somos apaixonados pelo que fazemos e queremos fazer isso um com o outro ainda”, disse Pasillas. 

Pasillas espera que os bons tempos continuem neste verão, já que o Incubus toca em uma mix de festivais, cassinos, teatros e até mesmo alguns grandes clubes. Mas para um grupo com 15 'top10 singles' e oito álbuns (e vários EPs) de material, o grupo acha que criar um set list é um pouco desafiador.

“Quero dizer, nós temos provavelmente 100 músicas que podemos escolher, e só podemos ter 20 ou 25 no setlist. Então, é difícil. Nós realmente não podemos agradar a todos. Mas estamos tocando um pouco de tudo de todos os álbuns, então há um pouco de tudo.” disse Pasillas.


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Exposição com Brandon: 'Rocks Not Dead'

Na última sexta teve o lançamento e exposição "Rocks Not Dead" com retratos de músicos feitos pelo músico e fotógrafo Scott Lipps em parceria com a Diesel. Além do Brandon, a exposição conta com fotos de outros músicos e artistas como Anthony Kiedis, The Kills, Courtney Love, Keanu Reeves.

As fotos tem tiragem limitada e 10 autografadas. Quem tiver interesse deve entrar em contato pelo site oficial do Scott Lipps.












segunda-feira, 4 de junho de 2018

20 anos do Make Yourself, disco novo, início na banda (Entrevista traduzida com Kilmore)

Durante a passagem do Incubus pelo Bunbury Festival em Cincinnati nesse fim de semana, Kilmore conversou com o Cincinnati Enquirer, embaixo esta a tradução dessa entrevista. Setlist do show e fotos aqui.

Além dessa entrevista, recentemente ele conversou com o South Florida Insider, quando tocaram no SunFest no mês passado (video abaixo).   






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Wow! Já se passaram quase 20 anos desde o lançamento do 'Make Yourself' do Incubus.

Para um ‘turntablist’ como Chris Kilmore, é importante ter um timing impecável.

Em 1998, o DJ estava vivendo de cheque em cheque em Los Angeles quando recebeu um convite para fazer um teste para a banda Incubus.

Hoje, a banda de rock alternativo da Califórnia é uma entidade bem conhecida e a atração principal de sábado à noite do Bunbury Music Festival deste fim de semana. Mas naquela época, a banda estava em turnê em uma van e tocando bares.

"Depois que fiz o teste, nem sabia que tinha o show", lembra Kilmore. “Eles me ligaram no dia seguinte e disseram: 'Ei, vamos fazer cinco shows na costa oeste. Gostaríamos que você fizesse. Isso é o quanto você vai receber de pagamento.” E eu pensei “Ótimo. É outro cheque.” Era tudo o que eu estava pensando. Agora, já se passaram 20 anos.

Kilmore não fazia a menor ideia de que o Incubus estava prestes a explodir. Depois que ele se juntou, a banda começou a trabalhar no disco "Make Yourself", que começou com três álbuns de platina (com "Morning View" de 2001 e "A Crow Left for Murder" de 2004). Depois vieram “Light Grenades” (2006) e “If Not Now, When?” (2011), número um e dois na parada de álbuns da Billboard, respectivamente.

Embora ele não seja um membro original e, portanto, não teve que se esforçar no início da banda como os outros fizeram, Kilmore diz que o desenvolvimento do "Make Yourself" é muito significativo para ele.

“Fizemos uma turnê por cerca de um ano antes de escrevermos esse disco. Havia partes dele onde nós meio que integramos todos nós juntos. Mikey (Einziger) tinha um riff de guitarra e Brandon (Boyd) uma melodia, e tinham partes inteiras de músicas onde simplesmente deixaram abertas, como um intervalo e foi tipo: 'Hey Kil, faça o que for você quiser. ”A única coisa que eu tinha gravado até então eram mix tapes, shows de DJ e coisas assim. Foi muito especial porque eu tive a liberdade de fazer o que queria, e consegui escrever todo o disco com eles”, diz ele.

Essa forma de composição coletiva formou o som eclético do rock da banda, com toques de hip hop e progressivo. Como o Incubus não se encaixa perfeitamente em uma determinada categoria musical, Kilmore diz que se torna exigente como a banda é ‘rotulada’ ao vivo. Ele prefere quando a banda faz seus próprios shows mais do que em festivais, porque o público está lá principalmente para ver o Incubus. Mas se eles participarem de um festival, irão procurar um que tenha mais diversidade musical na programação. E sendo DJ, Kilmore está sempre de olho na tenda do DJ.

"Se dissermos 'sim' para tocar em um Ozzfest, isso pode acabar nos colocando nesse buraco", diz ele. "Passamos muito tempo tentando sair desse buraco, o buraco de nu metal, eu acho que você poderia chamá-lo assim, porque nós não somos realmente uma banda de metal. Isso é apenas um jeito em que nos categorizaram e nos colocaram nesses festivais quando éramos mais novos. Nós temos muitas baladas e coisas mais lentas, e nem todos nós usamos preto, nós não usamos maquiagem nos olhos. Nós não somos realmente tão hardcore nesse gênero. Uma vez que você decide começar a tocar nesses festivais, você é meio que englobado nisso, então essas são decisões que você tem que tomar. Se eu tocar nesse festival, com todas essas bandas, eu só vou receber essas ofertas de festival?”

Provando que a banda transcendeu a era do Ozzfest e continua a florescer depois, a Incubus vai se apresentar em vários grandes festivais europeus neste verão, além de festivais como Bunbury. Após o ciclo de turnê deste ano, a banda começará a trabalhar em um álbum. Kilmore sugere que também pode haver shows ou lançamentos no próximo ano para marcar o 20º aniversário do "Make Yourself".

Programar um ano é um desafio para Kilmore, que há 20 anos conseguiu o show de sua vida sem qualquer plano de carreira.

“Definitivamente temos uma direção como banda", diz ele. "Eu também acho que é muito trabalho duro, é muito tempo, estar nos lugares certos nos momentos certos, assim como tomar as decisões certas. São muitas coisas. Há muitas bandas realmente incríveis e músicos incríveis que não recebem os holofotes, ou não têm a chance de suas músicas serem ouvidas em massa.”

sexta-feira, 1 de junho de 2018

8 Tour - 2018 (Update)

Confira a lista oficial dos shows confirmados da '8 Tour' para 2018. Para mais informações sobre os locais e venda de ingressos, clique aqui. 

Acompanhe também fotos, videos, setlists e tudo sobre a turnê pela nossa página do facebook.

TOUR INTERNACIONAL

07/02 - Jacarta, Indonésia
09/02 - Singapura, Singapura
11/02 - Pune, India - VH1’s Supersonic Festival
13/02 - Kuala Lumpur, Malásia
15/02 - Chatuchak, Tailândia
17/02 - Manila, Filipinas
19/02 - Osaka, Japão
20/02 - Tóquio, Japão
24/02 - Pretória, África do Sul
28/02 - Cape Town, África do Sul
04/03 - Auckland, Nova Zelândia
07/03 - Christchurch, Nova Zelândia
09/03 - Melbourne, Austrália
10/03 - Sydney, Austrália
12/03 - Brisbane, Austrália
21/04 - Guadalajara, México - Roxy Festival
17/08 - Hasselt, Bélgica - Pukkelpop Festival
18/08 - Utrecht, Holanda (show cancelado por conta da gripe em parte da banda)
20/08 - Berlim, Alemanha
21/08 - Hamburgo, Alemanha
23/08 - Zurique, Suíça - Zürich Openair Festival
24/08 - Caminha, Portugal - Festival Vilar de Mouros
25/08 - Madri, Espanha
26/08 - Barcelona, Espanha
28/08 - Colônia, Alemanha
29/08 - Viena, Áustria
31/08 - Treviso, Itália - Home Festival
01/09 - Munique, Alemanha
02/09 - Paris, França
04/09 - Birmingham, Inglaterra
06/09 - Londres, Inglaterra
07/09 - Londres, Inglaterra (show extra)
08/09 - Manchester, Inglaterra
10/09 - Belfast, Irlanda
11/09 - Dublin, Irlanda

TOUR AMERICANA 

02/02 - Las Vegas - The Joint
03/02 - Las Vegas - The Joint
14/03 - Honolulu, Havaí
15/03 - Honolulu, Havaí
23/03 - El Paso, Texas - Speaking Rock
24/03 - Houston, Texas - In Bloom Festival
30/03 - Las Vegas - The Joint
31/03 - Las Vegas - The Joint
28/04 - Panama Beach City, Florida - Sandjam Music Festival
04/05 - West Palm Beach, Florida - SunFest
05/05 - Memphis, Tennessee - Beale Streat Music Festival 
06/05 - Concord, Carolina do Norte - Festival Carolina Rebellion
25/05 - Napa Valley, Califórnia - Festival BottleRock
31/05 - Grand Rapids, Michigan
01/06 - Columbus, Ohio
02/06 - Cincinhnati, Ohio - Bunbury Music Festival
07/07 - Anchorage, Alaska
08/07 - Anchorage, Alaska
10/07 - Airway Heights, Washington
12/07 - Cadott, Wisconsin - Cadott Rock Fest
13/07 - Milwaukee, Winscosin
14/07 - Sioux City - Iowa
10/08 - Waterloo, NY
11/08 - Hampton Beach, NH
12/08 - Silver Spring, MD - The Fillmore Silver Spring
14/08 - Richmond, VA
14/09 - Del Mar/San Diego, Califórnia - Kaaboo Festival
16/09 - Chicago, Illinois - Riot Fest
29/09 - Asbury Park, Nova Jersey - Sea Hear Now Festival
13/10 - San Bernardino, Califórnia (com System of a Down e At The Drive In)
14/10 - Sacramento, Califórnia - Aftershock Festival




segunda-feira, 28 de maio de 2018

Incubus esta se “divertindo” com a ideia de uma "Make Yourself 20th Anniversary Touring"

Em 2017 o "S.C.I.E.N.C.E" (segundo disco da banda) completou 20 anos, e passou batido qualquer tipo de show, turnê ou edição de comemoração. Mas, pela conversa do Jose no Jon's Untitled Podcast, parece que eles estão mais 'reflexivos' sobre os 20 anos que o "Make Yourself" fará em 2019.

O site ThePRP destacou a parte e traduzimos logo abaixo. Para quem quiser ouvir o podcast inteiro aqui esta o link.

"Bem, o Make Yourself completará 20 anos... acho que foi em 1999. Então sim, serão 20 anos. Incrível! Nós meio que pensamos sobre isso quando o nosso segundo álbum, "S.C.I.E.N.C.E" completou 20 anos "

"Então, temos grandes oportunidades para fazer esse tipo de coisa. E acho que agora estamos mais entretidos do que nunca com isso - nunca pensamos nisso antes. Eu acho que seria ótimo."

"Eu acho que ter um tema em torno de um disco seria ótimo. Obviamente, temos tantas outras músicas, temos uma lista enorme de músicas que as pessoas gostariam de ouvir, que sempre podemos tocar também, mas o tema seria meio que em torno desse álbum."

Talvez no futuro possamos levar isso mais a sério e fazer algo a respeito. Mas é engraçado que você tenha mencionado isso porque começamos a falar sobre isso ultimamente."




quarta-feira, 23 de maio de 2018

O lado mais otimista de Brandon Boyd


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O lado mais otimista de Brandon Boyd

Fomos à exposição do líder do Incubus e conversamos com ele sobre seu trabalho como pintor.



Tive a chance de conhecer há algumas semanas meu artista favorito de todos os tempos, Brandon Boyd, compositor e vocalista da banda californiana de rock alternativo Incubus, que agora passa por uma fase artística que ele manteve escondida por muito tempo: pinturas, que se manifestam como um sinal de amor e gratidão para com a vida.

Sou fã do Incubus desde o lançamento do ‘Morning View’, em 2001. Cresci com sua música desde que estava no colegial. Havia muita influência gringa na minha cidade natal Chihuahua (México), porque no rádio havia um boom de rock alternativo e rock and roll. Incubus, Audioslave, Red Hot Chili Peppers, Creed, Staind e Lifehouse, era o que se ouvia.

Quando eu tinha 14 anos, viajei para o Alasca durante um verão e, em um shopping bem rústico comprei o ‘Morning View’. Eu lembro que enquanto minha tia diria uma van velha, ouvíamos o disco no meio daquela imensa paisagem. Foi como fazer um tour pelo estilo de vida hippie, acompanhada pela música californiana do Incubus no meio das montanhas, do mar e da floresta. Foi um momento nômade que mudou meus planos.

Quando vi essa nova fase do Brandon, suas primeiras exposições foram na Califórnia, pensei "queria estar lá". Durante todos esses anos, minha maior aspiração em relação a ele era apenas conhecê-lo e entrevistá-lo porque, embora eu tenha tido a sorte de estar na primeira fila em seus shows, poder ver sua arte de perto é outra coisa.

Alguns dias atrás, apareceu uma sugestão de eventos nas minhas redes sociais, onde anunciavam que Brandon Boyd estaria no dia 12 de maio na abertura de sua exposição 'Optimystic' na galeria Sammuel Lynne em Dallas, Texas.



Imediatamente enviei um e-mail solicitando uma entrevista, me apresentei como jornalista do México, e eles retornaram em questão de uma hora. Eu teria um encontro com Brandon Boyd naquele sábado às 13h30 da tarde, antes da abertura de sua exposição.

Ainda não era a quinzena, então pedi dinheiro antecipado e imediatamente comprei as passagens da Greyhound que me levaria até lá. Viajei numa noite de sexta-feira e conheci Meeche, um afro-americano de Los Angeles que estava a caminho de Dellaware para visitar um amigo. Nossa insônia foi conveniente porque ficamos falando sobre armadilhas e como a Califórnia é maravilhosa. Em todas as paradas em que o motorista passou, fumamos Newport mentolado.

Quando cheguei ao meu destino, fui direto para um banheiro público. Tomei banho e me arrumei o máximo que pude, cheguei ao museu e fui gentilmente recebida pelo artista J.D. Miller, o dono da galeria. Com o coração acelerado, vi que no fundo da sala estava Brandon, tranquilamente conversando com sua empresária Jen DiSisto.

Admito que em algum momento da viagem achei que poderia ficar desapontada quando o conhecesse, mas acabou sendo o contrário. Boyd é o oposto de um ‘divo’: é engraçado, humilde e simples. Eu conversei com ele por mais de meia hora e ele assinou seu livro com um "Gracias, Norma". Sim, ele escreveu o agradecimento em espanhol e me disse que sua comida preferida são tacos.

'Optimystic', é um jogo de palavras para fazer um lembrete sobre como a maioria das coisas é uma questão de percepção, e que a maneira como percebemos o mundo é um reflexo de nós mesmos. Daí a necessidade de introduzir um pouco de esperança e magia em nossas idéias. Um otimismo misturado com algo mais profundo.



Suas telas de tinta, aquarela e acrílico, trabalhadas em papel e retratos focados em figuras abstratas, mostram musas, silhuetas femininas e olhares profundos. Sua arte cria uma sensação mística, e seu trabalho pictórico parece inspirado pelo surrealismo e pela psicanálise, com linhas meticulosas e ao mesmo tempo caóticas.

Boyd não descarta a possibilidade de um dia mostrar sua arte visual no México, um país que ele diz amar pelo seu povo, por sua comida e por suas raízes em Chihuahua.

"Eu deveria ir para a Sierra (Tarahumara) em algum momento, meus bisavós maternos eram de Chihuahua, mas eles se mudaram para El Paso, Texas e finalmente para San Diego, onde minha mãe nasceu", diz ele com orgulho.

Ele também me disse que o talento foi herdado de sua mãe, que pintava e cantava quando ele era criança, e de seu pai, que nos anos 70 costumava ser modelo de calças da loja JcPenney, em comerciais de televisão. "Às vezes pinto o que ouço e vice-versa", diz ele.

"Eu fiz esse projeto como uma forma de expressão, porque com o passar do tempo aprendi a observar como me sinto. Isso me faz sentir esperançoso, muito otimista sobre como as coisas estão indo, porque nós experimentamos o mundo através de nossa percepção e isso pode ser facilmente fragmentado e influenciado”.

"Cem pessoas podem entrar nesta sala e ver o mesmo número de fotos nas paredes, algumas podem se afastar delas e talvez se sintam otimistas, tristes, inspiradas para formar uma banda ou ir comer um taco. A pessoa é o que importa nessa experiência", explicou.

Confira o resto da conversa que tive com Boyd abaixo.



Noisey: O que você dispensou leve ou dolorosamente para andar mais leve pela vida?

Brandon Boyd: Há vantagens e desvantagens nos caminhos que escolhi ao longo dos anos. Os aspectos positivos são óbvios, estou fazendo as coisas que eu amo fazer e que tem uma recompensa inerente. Eu gosto de usar o termo "andar com o vento e não contra ele". Eu sigo meus instintos e criatividade, é quase uma espécie de força invisível que ajuda a me empurrar, você recebe algum impulso. Existem alguns problemas de privacidade que afetam os seus amigos e familiares, eles podem sofrer enquanto você se move por essa estrada, onde você está.
Fiz 42 anos em fevereiro e às vezes sinto que tenho 19 anos, e de tempos em tempos sinto que tenho 150 anos, ou como se tivesse vivido sete vidas, mas de um ponto de vista positivo, sinto que ainda sou uma adolescente rabiscando no meu caderno de desenhos ou brincando com meu cachorro.

N: Os fãs amam você, você já parou para olhá-los nos olhos e encontrar algo desse outro lado que também o inquietasse?

BB: Foi uma experiência interessante mostrar essa arte. É diferente de um show porque você está animado num palco: o som explodindo, há luzes, fumaça e ilusão e todas essas coisas que são divertidas, mas também é um outro papel. Minhas exposições de arte tem trazido pessoas maravilhosas, e conversar e olhar nos olhos coloca as coisas em outra perspectiva e me leva para um estágio mais profundo, do que quando estou em um show e os fãs gritam para eu tirar minha camisa [risos].



N: O que acontece quando você cria uma obra e deixa a tinta secar?

BB: Eu nunca ouço minha música quando pinto. Isso seria estranho, como John Malcovich assistindo ‘Quero ser John Malcovich’. Antes de criar, eu pesquiso e vejo ideias para mim. Minha obra favorita é sempre a mais recente. O mais desafiador foi "A smile in a darkened room" (foto abaixo), em que uma língua espreita e quer alcançar uma porta psicodélica. Eu terminei há um mês, mas comecei há três anos. Guardei, não mexi mais e desisti 10 vezes, mas não aceitei pessoalmente. Foi muito desafiador. Há dias em que você flui, e outros em que você sente alguns pesos em seus braços, mas é parte do processo e é lindo mergulhar nessa coisa de ser bloqueado por sua própria criatividade. No final, a pintura falou por si mesma.


N: Finalmente, os fãs sempre querem saber sobre suas tatuagens.

BB:Eu sempre gostei delas. Quando era criança eu costumava ver livros sobre prisioneiros russos e elas pareciam maravilhosas para mim, embora as pessoas me dissessem que era apenas para as más pessoas. Mas elas me pareceram legais e pouco a pouco tenho meu corpo tatuado.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Brandon fala sobre Chris Cornell em tributo

Completando um ano da morte de Chris Cornell, o site Artist Waves publicou uma espécie de tributo, onde alguns músicos falaram um pouco dele, dentre eles, Brandon. Abaixo o trecho traduzido.

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Sunshower: um Tributo a Chris Cornell 

Brandon Boyd:

Havia um pequeno punhado de bandas no início dos anos 90 que realmente alimentaram minha chama criativa. O Soundgarden estava no topo dessa lista de bandas que realmente me fez querer escrever e tocar música. Eu aprendi sobre eles com meu irmão mais velho, e até hoje a voz de Chris é um lembrança dessa faísca original!

Eu sou muito feliz pelo pouco de tempo que tive com ele, mais recentemente em turnê pela Austrália em 2015 ao lado do Faith No More. Mas provavelmente a minha lembrança mais carinhosa de Chris foi em 2003, quando o Audioslave e Incubus estavam juntos no Lollapalooza. Tivemos um dia de folga em alguma cidade litorânea da Costa Leste, e várias bandas estavam hospedadas no mesmo hotel. Eu lembro de estar meio intimidado pelos caras do Audioslave, porque era formado por membros de duas das minhas bandas favoritas; Soundgarden e Rage Against the Machine.
Mas Chris (assim como os outros caras; Tom, Brad e Tim) foi muito caloroso comigo e nós conversamos por um longo tempo enquanto estávamos sentados na areia, ambos vestindo nossos bronzeados de estúdio. Todo mundo foi nadar no mar em algum momento, e eu lembro de estar surfando de peito, ao lado de Chris, enquanto ele estava fazendo bodyboard. Foi um momento humanizador para mim com ele, porque ninguém, nem mesmo Chris Cornell, pode parecer legal sendo jogado na areia molhada pelas ondas. É uma lembrança gentil, mas que permanece comigo. Eu tenho uma fotografia de 35mm em algum lugar na minha casa, ele e eu sentados na areia juntos, e uma pré-boba prancha de bodyboard.

Experiência ao vivo favorita:

Eu vi o ‘Temple Of The Dog’ quando eu tinha 15 ou 16 anos em um dos Lollapaloozas originais aqui no sul da Califórnia. Essa foi a primeira vez que eu o ouvi cantar ao vivo. Lembro de ficar admirado com a voz dele, e com um leve espanto de como um homem podia cantar do jeito que ele cantava. Enquanto penso nisso, o Lollapalooza e suas permutações tiveram um impacto desproporcional em minhas experiências musicais. Tanto como um membro da platéia e como um artista. Obrigado Perry Farrell!

Música favorita:

Minha experiência favorita do Cornell, ainda é Superunknown do Soundgarden. É um dos meus discos favoritos de todos os tempos. Entrou na minha vida em um momento tão importante e formativo, e fui mudado para sempre por isso. Eu sei que é em parte e ou principalmente um sintoma de envelhecimento, mas eu realmente me sinto abençoado por ter 17 anos em 1994; a música estava em uma mudança incrível e meu cérebro adolescente/jovem adulto era uma esponja. Eu sinto que ainda estou filtrando a influência de tantas bandas e artistas importantes da época. Chris Cornell sendo um deles. Ele faz muita falta, mas estou muito agradecido por tê-lo conhecido, ainda que perifericamente.



quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista traduzida com Brandon sobre a exposição 'OptiMystic'

Entrevista traduzida do site Guide Live, sobre a exposição OptiMystic do Brandon em Dallas, Texas.

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Confira a arte de Brandon Boyd do Incubus, agora em exibição em uma galeria de Dallas.


Os fãs de música podem conhecer Brandon Boyd como vocalista da banda americana de rock Incubus, cujos sucessos "Drive" e "Wish You Were Here" estavam em todos as rádios no início dos anos 2000. Hoje, Boyd ainda está fazendo música com a banda, que lançou seu oitavo álbum apropriadamente intitulado de ‘8' em 2017, mas ele também está perseguindo sua paixão pela arte.

Boyd tem rabiscado e esboçado desde que era criança. Você pode reconhecer seu trabalho no videoclipe da música "Drive", com animação de Boyd e seu companheiro de banda, o baterista Jose Pasillas, inspirados na litografia ‘Drawing Hands’ de M.C. Escher.




"Eu ampliei um pouco a escala", diz Boyd sobre seu salto de um desenhista de meio período para um artista em tempo integral. "E eu ainda rabisco também. Suponho que, tendo metade da vida inteira em fazer rabiscos, talvez tenha me dado permissão para rabiscar mais."

Em 2003, Boyd lançou ‘White Fluffy Clouds’, um livro de reflexões, poesias, letras, primeiros artigos de jornais, fotografias pessoais e desenhos. Ele seguiu com ‘From The Murks of Abyss Abyss’ (Volume 2) em 2007 e ‘So The Echo’ em 2013, volumes que demonstram seu imenso talento em meios artísticos, assim como a sua evolução como artista.

Boyd diz que lançar os livros é um "processo de limpeza da primavera".

"No início de 2002 e 2003, eu estava meio que enterrado em esboços e cadernos de esboços e não tinha feito muitas pinturas naquela época, mas [fiz] toneladas de anotações. Comecei a me sentir sobrecarregado com isso". ele diz. "Estava atravancando um pouco meu processo e queria eliminá-lo, literal e espiritualmente."



Compilar parte dessa arte "me ajudou a acostumar com o processo das pessoas olhando para o trabalho", diz ele. "Eu fiquei melhor nisso ao longo dos anos - fazendo isso e deixando ir."

Ao criar a arte de sua atual exposição, ‘OptiMystic’, Boyd deixou as aquarelas e tintas acrílicas falarem. Ele diz que selecionou as cores com base no seu humor e estado de espírito e deixou que derramasse sobre o papel ou tela. Os pigmentos que se misturassem e unissem intensamente formariam uma mancha ininteligível que Boyd traduzia para a existência, como ele diz, "olhando para o vazio". Assim que as cores revelassem seus segredos, ele começaria a desenhar linhas e figuras caóticas, porém serenas, com tinta sobre o croma.

Ele diz que percebeu algo "vislumbrando de volta" em seu trabalho.

"Eu sempre fui fascinado por pintar os olhos. Eu gosto de pintá-los não no cenário mais tradicional e tenho notado em muitos dos meus quadros, que muitos dos olhos estão obscurecidos ou fechados e os olhos estão abertos em outros lugares. Talvez está sugerindo um olhar para dentro."

Ao desenhar ou pintar figuras humanas, Boyd usou amigos como fontes de inspiração. Em seu trabalho "Allie Enveloped", Boyd fez um estudo sobre uma fotografia de um amigo. Outro trabalho começou como um esboço de dois amigos em um abraço íntimo.




A pintura é "um pouco como uma prática diária, suponho", diz ele. "Em outras palavras, é como uma meditação. Não há nenhum ponto específico para isso. Não há nenhuma razão real para que eu vá para o meu estúdio pintar, além de amar isso.”

O trabalho de Boyd estará visível na Samuel Lynne Galleries até 2 de junho de 2018. Dê uma olhada - ou apenas olhe para o vazio, você pode apenas encontrá-lo olhando de volta para você.








terça-feira, 24 de abril de 2018

Depoimento emocionado de Mike sobre o amigo Avicii (para Variety)

Na última sexta (20/04), morreu o DJ sueco Avicii, que como muitos sabem era amigo do Mike. Juntos compuseram o hit 'Wake me up' lançado em 2013. Durante o fim de semana, Mike conversou com a Variety e deu um depoimento emocionado sobre o amigo. Abaixo a matéria traduzida.

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Avicii lembrado pelo co-compositor de "Wake Me Up", Mike Einziger: "Ele mudou minha vida"

O guitarrista do Incubus diz que ainda está processando a morte de seu amigo.




Como um dos co-compositores do hit de Avicii, “Wake Me Up”, o guitarrista do Incubus, Mike Einziger, conhecia muito bem o DJ sueco (nome verdadeiro: Tim Bergling), que morreu na sexta-feira por causas não reveladas. Einziger diz que há várias canções inéditas que eles escreveram juntos: "Eu espero que algum dia as pessoas possam ouvir porque, para mim, são algumas das minhas peças favoritas que eu já escrevi." Einziger (na foto acima com Avicii e Nile Rodgers) falou com a Variety durante o fim de semana e recordou emocionado sua amizade com Berglinger e seu trabalho em conjunto.

Eu conheci o Tim em 2012. Tínhamos amigos em comum, especificamente (o representante de Avicii A & R) Neil Jacobson, que o estava ajudando a escolher músicos para o álbum. Eu estava ciente de quem Tim era, mas eu não estava muito familiarizado com o seu trabalho. Eu conhecia "Levels" e eu sabia que ele era realmente um jovem garoto que produziu essa música incrível e era realmente difundida na cultura pop. Eu não queria escrever música eletrônica ou algo do tipo, mas quando ouvi que Tim queria se encontrar para falar sobre música, achei que seria uma ótima oportunidade para eu ampliar o que eu estava trabalhando. Eu pensei que seria interessante ver onde estava sua cabeça.

Quando nos reunimos pela primeira vez, não fizemos nenhuma música, apenas conversamos por algumas horas. E era realmente óbvio que deveríamos escrever algo juntos. Tim estava me dizendo que queria fazer música de uma forma muito mais orgânica e ele realmente queria utilizar instrumentação ao vivo, e queria usar suas influências folk como ponto de referência. Ele ouvia  realmente música boa.

Fizemos um plano para que ele fosse até minha casa e passássemos a noite escrevendo, então ele foi - e foi aí que “Wake Me Up” aconteceu. Levou apenas algumas horas. Foi como um toque de mágica, o que é inacreditável agora, especialmente olhando para trás: a primeira vez que nos sentamos para escrever música juntos, “Wake Me Up” aconteceu.

Eu lembro que Tim me enviou uma versão bruta da música às três horas da manhã - ele continuou trabalhando, editando e fazendo pequenas mudanças - e eu toquei a música bem alto na minha casa. Foi muito especial. Daquele ponto em diante, foi tipo uma onda: eu toquei guitarra e o ajudei em um monte de outras músicas do álbum, como "Hey, Brother" e "Addicted to You". Nós nos conhecemos mais através desse processo e então escrevemos várias outras músicas juntas durante esse tempo. Eu espero que algum dia as pessoas cheguem a essas músicas porque, para mim, elas são algumas das minhas peças favoritas que já escrevi.

Com o passar do tempo, mais e mais pessoas começaram a se conectar com a música. Tornou-se esta coisa que não só conectou com pessoas ao meu redor, conectou com crianças, avós e suas as crianças. Eu não sei nem dizer quantas pessoas me disseram que seus filhos cresceram ouvindo “Wake Me Up” - famílias inteiras. Para mim, essa é a coisa mais gratificante do mundo, trazer alegria assim para as casas das pessoas. Eu nunca teria visto isso se não fosse pelo Tim, e me sinto muito sortudo, e sortudo por ter trabalhado com ele.

Nós passamos muito tempo juntos escrevendo músicas, depois disso e eu o conheci mais pessoalmente, de uma maneira muito individual e privada. Nós compartilhamos muitas conversas íntimas e profundas sobre as coisas pelas quais passamos, os desafios que enfrentamos e as muitas pressões que acompanham o tipo de sucesso que ele teve. Eu queria que ele ainda estivesse aqui.

O que mais me lembro sobre ele, é sua curiosidade infantil quando se trata de música. Isso é uma coisa que vai embora quando você fica mais velho, é uma coisa muito difícil de manter em sua vida - não apenas com música, com qualquer coisa - e ele trouxe esse sentimento infantil de admiração e curiosidade para fora de mim, no processo de composição. Foi tudo novo para ele e isso me despertou, e sou muito grato por isso. É tão fácil ficar cansado e ele estava aberto. Havia uma inocência sobre ele, desse jeito, isso é meio difícil de colocar em palavras. Ele não tinha ego em nenhuma das músicas que fizemos; ele só queria a melhor música.

O senso de produção de Tim era tão monstruoso: ele realmente sabia como queria que cada pequena sílaba soasse. Seu nível de comprometimento, não importava quanto tempo demorasse, ele se sentaria lá e gravaria o trabalho várias vezes. Eu estaria tão cansado - iria para casa e ele ainda estava preso em uma sílaba.

A última vez que o vi (foi há dois ou três meses). O Incubus tinha acabado uma turnê na Ásia, Austrália e África do Sul, e bem antes de sair eu estava no estúdio com Tim e o cantor britânico Emile Sande. Ele parecia feliz e estava feliz por estar de volta ao estúdio. Nós estávamos trabalhando em algumas músicas novas. Ele parecia que estava em um lugar bom, ele estava animado com a música.

Eu gostaria de ter estado lá para ajudá-lo. Ele era uma pessoa tão doce e tinha uma vida tão longa pela frente. Talvez eu não tenha apreciado isso tanto quanto deveria quando ele estava vivo, mas ele realmente mudou minha vida de uma forma muito profunda, como colaborador, como um parceiro criativo. Alguns dos trabalhos que fizemos juntos, são algumas das músicas de que mais me orgulho em toda a minha vida. Passamos por um período criativo juntos que foi realmente emocionante e divertido. Quando coisas assim acontecem, é como mágica e realmente raro. Para compartilhar isso com ele e apenas para ver e ser capaz de sentir o quão vibrante ele era como ser humano e também como artista, ele tinha uma visão criativa tão forte. Ele estava tão comprometido com cada coisa que ele trabalhou. E foi realmente um privilégio estar por perto e compartilhar isso com alguém tão vibrante.

Ele era tão doce e tão visionário. Ainda não consigo acreditar que ele se foi - ainda estou tentando processar isso. É horrível. Ele era um ser humano tão doce, genuíno. Ele era tão jovem. Estes são todos clichês, mas é apenas trágico. Tudo o que posso fazer é balançar a cabeça.